quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
BEATLES O SHOW NO TELHADO
Histórico show dos Beatles no telhado completa 44 anos
Share on twitterShare on facebookShare on orkutMore Sharing Services
30/01/2013
Da EFE
O agente número 503 da delegacia de Westminster de Londres entrou para a história por ser o policial que subiu ao terraço onde os Beatles tocavam "Get back" e lhes obrigou a parar sua última apresentação ao vivo – desde aquele 30 de janeiro de 1969, milhares de bandas tentaram imitá-los.
Naquele dia, o quateto de Liverpool subiu no terraço do número 3 da Savile Row em Londres, sede da Apple Corps, e, durante 42 minutos, tocou – e gravou para o documentário "Let it be" – várias canções, entre elas "I've got a feeling" e uma breve versão do hino britânico. "Foi estupendo porque era ao ar livre, algo pouco habitual para nós", declarou Paul McCartney no livro "Antologia", não sem lamentar que alguém desligasse o equipamento de som quando a polícia chegou para pedir a suspensão do show improvisado.
> Relembre os sucessos dos Beatles na rádio especial
"Algum morador ligou para a polícia e quando subiram eu estava tocando – conta Ringo no mesmo livro – e pensei: 'Tomara que me prendam!' Estão filmando e teria ficado genial se os policiais tivessem carregado a bateria. Mas, naturalmente, não fizeram nada disso". Sem dúvida, contaríamos outra história se os Beatles tivessem sido detidos. Mas não é fácil prender pessoas com dinheiro e menos ainda se têm talento, como é o caso.
Outros que tentaram fazer o mesmo, quase 20 anos mais tarde, foram os irlandeses U2 com o videoclipe do terceiro single de seu álbum "The Joshua tree", a canção "Where the streets have no name". Bono e seus amigos aprenderam a lição do "terraço beatle". Para começar não convidaram Yoko Ono, buscaram uma temperatura primaveril – dia ensolarado em Los Angeles – e anunciaram a apresentação em grandes emissoras de televisão.
Mais de mil pessoas atenderam à convocação no exterior do telhado do edifício Republic Liquor Store. Como confessou o manager da banda em 2007, Paul McGuinnes, se tratava de exagerar o enfrentamento com a polícia à espera do cancelamento do show, algo que acabou não acontecendo. Bombeiros, o helicóptero de controle de trânsito, policiais e todo tipo de agentes da ordem foram pessoalmente ao local para sair no vídeo e, de quebra, gastar fundos do contribuinte.
Enquanto isso, Bono sacudia ao vento seu cabelo comprido e o guitarrista The Edge tocava a guitarra com um chapéu de gosto duvidoso. Apesar disso, a canção continua sendo excelente e a banda ganhou com este clipe em 1989 o prêmio Grammy de melhor interpretação em um vídeo musical.
A praga de subir em um terraço para aborrecer os vizinhos não perdeu força após esta experiência. Na verdade, quase se transformou em um gênero em si mesmo. Dentro do estilo clássico – imitação beatle – podemos qualificar a apresentação do Red Hot Chili Peppers em julho de 2011, em um terraço de um edifício da populosa Venice Beach de Los Angeles. Ali interpretaram o primeiro single de seu último disco, "The adventures of rain dance Maggie", rodeados de centenas de pessoas aos seus pés com telefones celulares gravando cada segundo.
Depois estão os shows patrocinados por canais de televisão e videoblogs. Tanto o U2, no edifício da BBC de Londres em 2009, como o Foo Figthers, na cobertura da sede do Radio City Hall de Nova York em 1997 para a MTV, usaram terraços e exteriores de edifícios para promover seus trabalhos musicais e ganhar pontos de audiência.
Talvez esta paixão pelas alturas seja uma mensagem de consolo para tempos difíceis. Já em 1962, o grupo vocal de soul The Drifters alcançou fama e popularidade com "Up on the roof". A canção, composta por Carole King e seu primeiro marido, Jerry Goffin, nos fala do horizonte, das estrelas e do ar fresco e doce. Uma chamada ao otimismo frente ao barulho e à realidade das ruas.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
NOTICIA DO BOTAFOGO
O Botafogo que encara o Audax, nesta quarta-feira, às 17h em Moça Bonita vai com: Jefferson, Gilberto, Bolívar, Antônio Carlos e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Fellype Gabriel, Lodeiro, Andrezinho e Vitinho; Bruno Mendes.
OBS.EU TIRAVA O ANDREZINH e O F GABRIEL E PUNHA O DORIA E O SEEDORF.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
HOMENAGEM 2
Sta. Maria - A maior tragédia de nossas vidas
Por Fabrício Carpinejar. "Poeta, cronista e louco pela verdade a ponto de mentir"
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso0
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.
HOMENAGEM
SEI QUE E UM MOMENTO MUITO DIFICIL E QUE NINGUEM A NAO SER O ESPIRITO SANTO DE DEUS PODE DIZER PALAVRAS DE CONFORTO NESTA HORA.
AS FAMILHAS QUE PERDERAM OS SEUS ENTES QUERIDOS,TUDO O QUE PRECISAM E DAS NOSSAS ORAÇOES E QUE O SENHOR OS RECEBA EM SUA
GLORIA.
BOTAFOGO X FLUMINENSE
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 1 X 1 FLUMINENSE
Local: Engenhão (RJ)
Data/hora: 27/1 - 19h30
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Assistentes: Andréa Izaura Maffra Marcelinho de Sá (RJ) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ)
Renda e público: R$ 272.200,00 / 7.367 pagantes
Cartões amarelos: Bolívar e Seedorf (BOT); Diguinho, Valencia e Wellington Nem (FLU)
Cartões vermelhos: Não houve
Gols: Wellington Nem 42'/1ºT (0-1), Bolívar 28'/2ºT (1-1)
BOTAFOGO: Jefferson, Gilberto, Antônio Carlos, Bolívar e Márcio Azevedo (Julio Cesar, 41'/2º T); Marcelo Mattos, Jadson (Seedorf, 7'/2º T), Fellype Gabriel, Lodeiro e Andrezinho (Vitinho, 25'/2º T); Bruno Mendes. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia, Diguinho (Wágner, 35'/2º T) e Jean; Thiago Neves (Rhayner, 20'/2º T), Wellington Nem e Rafael Sobis (Samuel, 29'/2º T). Técnico: Abel Braga.
Com um time composto por mais titulares do que o Fluminense, o Botafogo tomou a iniciativa de sair para o jogo e buscar o ataque. Apesar disso, o controle parcial não se revertia em chances claras, o que fazia com que o Tricolor fosse, aos poucos, gostando do jogo e criando oportunidades.
As primeiras delas foram diante de bobeiras da zaga alvinegra, como a de Jadson, que perdeu a bola e quase complicou a vida de Jefferson. Ao contrário do rival, os tricolores eram mais incisivos nas jogadas. A maioria delas com Wellington Nem e nas costas do lateral Márcio Azevedo.
Com o decorrer da etapa inicial, os jogadores do Flu foram descobrindo o "mapa da mina". O veloz camisa 11 só caia pela direita, acompanhado por Bruno, Jean ou Thiago Neves. Foi ali que saíram as jogadas que atormentavam a zaga alvinegra. E de tanto tentar, uma hora teve sucesso.
O inspirado Nem novamente fez uma jogada individual pela direita, tabelou com Bruno e, quando recebeu de volta, chutou forte e abriu o placar. A vantagem no primeiro tempo presenteou o time que criou com mais eficiência, já que o Bota soube trocar passes, mas não levava perigo ao Flu.
SEGUNDO TEMPO
Como já era esperado, o retorno para o segundo tempo contou com o Botafogo buscando muito mais o ataque do que o Fluminense. Deu para perceber, por exemplo, que o estilo de jogo do time de Abel Braga manteve-se de um ano para o outro: faz um gol, recua e usa os contra-ataques.
Os alvinegros bem que tentavam criar chances, principalmente após a entrada de Seedorf, que fez a estreia dele em 2013. A vontade era tanta que às vezes deixavam espaço atrás. Em uma das tentativas de contra-ataque, os tricolores quase fizeram o segundo, mas Jefferson evitou com uma defesa em dois lances.
Logo depois, o Glorioso precisou da estrela de Seedorf para buscar o empate. Logo após ter entrado em campo, o camisa 10 tabelou com Lodeiro e deu um cruzamento preciso para Bolivar, sozinho, deixar tudo igual. O gol reacendeu a vontade do Flu de atacar e deixou o fim de jogo animado.
Ainda assim, foi o Botafogo quem seguiu com mais poder ofensivo na parte final da partida. Mas da mesma forma que houve no primeiro tempo, a dificuldade para gerar perigo ao gol de Cavalieri era grande. No fim, um empate e sentimento de bom teste par
DERROTA DOS JUNIORES
PRA NAO DIZER QUE SO POSTAMOS AS VITORIAS
AI ESTA:TIVEMOS UM RESULTADO NEGATIVO
CONTRA O FLUMINENSE. PERDEMOS POR 1XO.
NAO SE PODE G ANHAR SEMPRE.
domingo, 27 de janeiro de 2013
AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE
Eféso
Ver artigo principal: Éfeso
Seu nome significa desejavél, sua localização era um ponto importante tanto militar como comercial.
Éfeso era a maior cidade da costa oeste da Ásia Menor. Como um centro de comércio marítimo e rodoviário da região, Éfeso era uma próspera comunidade urbana. No final do primeiro século D.C. era a quarta maior cidade do Império Romano. Os romanos fizeram de Éfeso o centro administrativo da província da Ásia. O governador e outros oficiais de Roma entravam na província através do porto e conduziam muitos dos seus negócios na cidade. Renomados santuários religiosos, como o espaçoso teatro, e elegantes prédios públicos deram a Éfeso uma lugar integral na vida cultural de toda região. Na metade do primeiro século D.C., Paulo trabalhou em Éfeso por diversos anos.
[editar] Esmirna
Ver artigo principal: Esmirna
Esmirna era a principal cidade que disputava com Éfeso e Pérgamo a fama de ser chamada de maior cidade da Ásia. Ruas e edifícios se estendiam através do litoral que circundava as montanhas. Fontes emanavam com águas do aqueduto da cidade. Um teatro ficava numa das áreas mais altas da cidade e de lá se contemplava a parte mais baixa da cidade. Esmirna reivindica o título de berço do poeta Homero e construiu um relicário em sua honra. Uma biblioteca, ginásios, termas e um estádio contribuíam para a vida cultural de Esmirna. A cidade atraiu oradores, como Apolônio de Tiana no primeiro século, e outros renomados, no segundo século.
[editar] Pérgamo
Ver artigo principal: Pérgamo
Pérgamo foi a maior cidade no oeste da Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Está situada em um espaçoso vale, a 26 quilômetros do mar Egeu, naquilo que é hoje a Turquia. Séculos antes de Cristo, Pérgamo foi a capital de um império independente (ver Dinastia Atálida). Seus templos impressionantes, biblioteca e recursos médicos fizeram de Pérgamo um renomado centro cultural e político. No tempo em que o Apocalipse estava sendo escrito, Pérgamo tornou-se parte do Império Romano, mas por causa da localização e importância, os romanos usaram-na como centro administrativo da província da Ásia.
[editar] Tiatira
Ver artigo principal: Tiatira
Tiatira era um centro comercial na Ásia Menor (moderna Turquia). Estava localizada num fértil vale no qual passavam rotas de comércio. Embora destruída por um terremoto durante o reino de Augusto (27 a.C.-d.C. 14), Tiatira foi reconstruída com a ajuda romana. Produtos têxteis eram os mais importantes em Tiatira . Uma das comerciantes de roupas da cidade era uma mulher chamada Lídia, que conduzia negócios em lugares distantes como Filipos.
[editar] Sardes
Ver artigo principal: Sardes
Sardes foi uma das cidades legendárias da Ásia Menor, onde hoje é a Turquia. No sétimo século a.C., Sardes foi a capital da Lídia. Ouro foi encontrado no rio próximo de Sardes e reis que moravam lá foram renomados por sua riqueza. Os sassânidas capturaram Sardes no sexto século e fizeram dela um centro administrativo para a parte oeste do seu império. A famosa "estrada real" conectava Sardes com outras cidades do leste. Nos tempos do Novo Testamento, Sardes foi parte da província Romana da Ásia.
[editar] Filadélfia
Ver artigo principal: Alaşehir
Filadélfia fica num vale aos pés de um platô montanhoso. A parte de baixo e escura, no centro da imagem, mostra a área da antiga cidade. Os reis de Pérgamo fundaram Filadélfia como um posto avançado do seu reino no segundo século a.C. A cidade estava localizada ao longo de uma importante estrada de viagem que ligava Pérgamo ao norte com Laodiceia ao sul. Nos tempos do Novo Testamento, Filadélfia fazia parte da província Romana da Ásia. A cidade foi devastada por um terremoto em 17 d.C. e por um tempo as pessoas viveram com medo de tremores. Filadélfia foi reconstruída com ajuda do imperador Tibério. O nome Filadélfia significa amor fraternal.
Hoje é ocupada pela cidade turca Alaşehir, situada a 130 km ao leste de Esmirna.
[editar] Laodiceia
Ver artigo principal: Laodiceia no Licos
Laodiceia fica no principal cruzamento de estradas dos vales da Ásia Menor, no que é hoje a Turquia. A cidade estava situada numa montanha que dava para um vale fértil e majestosas montanhas. Nos tempos romanos, a cidade era um importante centro de administração e comércio. As questões de justiça da região eram ouvidas em Laodiceia e fundos eram depositados nos bancos da cidade para segurança. Embora danificada por terremotos durante o reino de Augusto (27 a.C. - 14 d.C.) e novamente em 60 d.C, a cidade continuou reconstruindo e prosperando.
sábado, 26 de janeiro de 2013
E SE FOSSE VOCE?
Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado a uma cirurgia de emergência. Ele respondeu ao chamado, o mais rápido possível, mudou de roupas e foi diretamente para o bloco cirúrgico. Ele encontrou o pai do menino indo e vin
do na sala de espera do médico. Depois de vê-lo, o pai gritou:
"Por que você tomou todo esse tempo para vir, não sabia que a vida de meu filho está em perigo... você não tem senso de responsabilidade??"
O médico sorriu e disse: "Desculpe, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a chamada... E agora, eu gostaria que você se acalma-se para que eu possa fazer o meu trabalho"
"Me acalmar? E se fosse seu filho quem estivesse nesta sala agora, você estaria calmo? Se o seu filho fosse agora o que estivesse morrendo?" Disse o pai irritado
O médico sorriu novamente e respondeu:. "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia "Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus" Os médicos não podem prolongar a vida. Vou interceder por seu filho, vamos fazer todo o possível pela graça de Deus "
"Dar conselhos quando não estamos em situaçao é tão fácil", murmurou o pai.
A cirurgia levou algumas horas, depois que o médico saiu feliz, "Graças a Deus! Seu filho está salvo!"
E sem esperar por uma resposta do pai, com muita pressa olha para o relógio e foge. Ao mesmo tempo que vai, ele disse: "Se você tiver alguma dúvida, pergunte a enfermeira!"
"Por que é tão arrogante? Não podia esperar mais alguns minutos para eu pedir mais informações sobre o estado do meu filho"
E a enfermeira, cheia de lágrimas pelo seu rosto:
"O filho do Dr. morreu ontem em um acidente de estrada, o médico estava no cemitério quando você chamou para realizar a cirurgia do SEU FILHO. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele correu para terminar o sepultamento de seu filho."
Não julgue as pessoas, você não sabe qual é a realidade delas...
Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe nada sobre a vida dessa pessoa e o que está acontecendo na vida dela.
MINHA ORAÇAO
Programa Semeando COM JESUS
Senhor,Deus de tudo e de todos nos.
Rogo ao senhor que faça dos nossos coraçoes uma terra fertil,para que a sua palavra possa germinar,florir e frutificar a cada dia.que a nossa boca louve sempre e bemdiga o seu nome e proclame o seu reino e que os nossos olhos contemplem as suas maravilhas em nome de Jesus.
SE OS DIRIGENTES TIVESSEM CORAJEM
ORAGTESOUROS DA BASE AI ESTAO 10 PROMISSORES JOGADORES ORIUNDOS DA BASE ALVINEGRA,QUE SOMADOS AOS OUTROS MAIS EXPERIENTES COMO O ZAGUEIRO DORIA OS VOLANTES JADSON, GABRIEL,SEEDORF,jEFERSON,BRUNO MENDES E LODEIRO COM UM TREINADOR CORAJOSO COMO ZAGALO EM 67/68 TERIAMOS UM TIMAÇO. FORA RENATO,F GABRIEL,R MARQUES,ANDREZINHO E OUTROS... FABIANO-Volante campeão carioca de juniores em 2011, Fabiano se destaca pelo bom passe e Pno mendesela saída de bola. Quando subiria para os profissionais, em 2012, sofreu uma grave lesão no joelho direito que o fez perder quase toda a temporada. Recuperado, tira lições do período difícil e promete muita dedicação para ter seu espaço. GEGE-Meia canhoto e criativo, Gegê se destacou com boas atuações nas categorias de base. Promovido aos profissionais aos 18 anos, pensa em aprender, amadurecer e, aos poucos, começar a brigar por uma vaga no time. SASSA-Revelado pelas categorias de base do Glorioso, Sassá participou das boas campanhas dos juniores do Botafogo no Brasileiro Sub-20 de 2011 e na Copa São Paulo de 2012. O faro de artilheiro também ajudou o juvenil no vice da Copa Rio Sub-17, em 2011. Agora, Sassá espera brilhar entre os profissionais. ANDREY-Goleiro seguro e ágil, tem como ídolo Jefferson, com quem já treinou em algumas oportunidades nos profissionais. Andrey foi um dos destaques da campanha dos juniores campeões cariocas em 2011. Nesta temporada, com apenas 18 anos, foi integrado ao elenco principal. GILBERTO-Lateral-direito promissor, com passagens pelas seleções de base, Gilberto foi titular do Botafogo no título carioca de juniores em 2011. O jogador chega ao profissional buscando ajudar o Botafogo e confirmar a expectativa depositada nele. MATHEUS-Revelado na base do Goiás, Matheus chegou ao Botafogo em 2011 para atuar nos juniores. Na categoria, ganhou a faixa de capitão e ergueo o troféu de campeão carioca. Irmão de Felipe Menezes, subiu para os profissionais no segundo semestre de 2011. LUCAS ZEN-Desde 2003 no Botafogo, Lucas Zen sempre foi considerado um jovem promissor, tanto que teve passagem pela Seleção Brasileira sub-19. Zagueiro e volante, ganhou o apelido que o acompanha na base do clube pelo jeito sereno. Promovido aos profissionais em 2010, terminou o Campeonato Brasileiro daquele ano como titular. Em 2011, foi campeão com os juniores na Taça Guanabara e voltou a ter destaque entre os profissionais. CIDINHO-Cidinho é o jogador do elenco profissional há mais tempo no Botafogo. Desde 2001 no clube, sempre foi considerado destaque nas divisões de base. Com apenas 18 anos, foi promovido por Caio Júnior após conquistar com os juniores a Taça Guanabara de 2011. Jogou a final do Estadual da categoria e fez o gol do título sobre o Flamengo. VITINHO-Atacante habilidoso, Vitinho se destacou nas divisões de base no título carioca de juniores em 2011 e em excursões pela Europa. Com apenas 18 anos, tenta repetir o sucesso nos profissionais. RODRIGO DANTAS-Revelado na base do Botafogo, Rodrigo Dantas surgiu como um meia promissor, com destaque nos juniores. Nos profissionais, teve chances até começar a ser emprestado para ganhar experiência. Após passagens pela Suécia e Portugual, voltou ao Fogão como volante disposto a se consolidar.EM
MINHA ORAÇAO DIARIA
Senhor,Deus de tudo e de todos nos.
Rogo ao senhor que faça dos nossos coraçoes uma terra fertil,para que a sua palavra possa germinar,florir e frutificar a cada dia.que a nossa boca louve sempre e bemdiga o seu nome e proclame o seu reino e que os nossos olhos contemplem as suas maravilhas em nome de Jesus.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
JUNIORES 2 VITORIA
OS GAROTOS DO BOTAFOGO ESTAO SALVANDO A PATRIA.COM GOLS DE OTAVIO E FERNANDES,UM VOLANTE QUE VEM ENCHENDO OS OLHOS DA COMISSAO TECNICA E DA TORCIDA.
VENCERAM O BANGU NO SEGUNDO COMPROMISSO PELA TAÇA GUANABARA.
ESSA EQUIPE E A NOSSA ESPERANÇA DE MUITAS ALEGRIAS EM 2013.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
2 RODADA-BOTAFOGO O X O BANGU
24/01 19:00 Bangu 0 vs 0 Botafogo
O Botafogo começou com: Jeferson-Gilberto-Doria-Bolivar e Lima
M Matos-Jadson-Lodeiro-Andrezinho e Felipe Gabriel Bruno Mendes Depois de um primeiro tempo sem nenhuma objetividade com predomínio do Bangu a equipe voltou para o segundo tempo sem alteração mais um pouco melhor.Oswaldo troca Lima F Gabriel e Jadson por Henrrique J Cesar e Jeferson. (TIME SAI VAIADO)
INSULINA HUMANA PRODUZIDA NO BRASIL
Governo anuncia hoje que insulina humana passará a ser produzida no Brasil
O Ministério da Saúde vai anunciar, agora à tarde, a produção nacional de insulina humana. O medicamento, principal usado por diabéticos, é fornecido pelo Sistema Único de Saúde e vai ser produzido no país por meio de uma parceria público-privada. A previsão é de que, em 2030, haja uma população de 11 milhões e 300 mil brasileiros com um dos tipos do diabetes.
PETROLEO
Rádio Globo
QUE SURPRESA!
Um pedreiro de Salvador encontrou um poço de petróleo durante uma obra nos fundos de uma casa no bairro Lobato, subúrbio da capital baiana. Inicialmente, Edvaldo Silva pensou que fosse esgoto, mas depois reconheceu o óleo por causa do forte cheiro de combustível
2 VITORIA DOS JUNIORES
Vitória do Fogão!
Botafogo vence o Bangu por 2 a 1 e segue com 100% de aproveitamento na Taça Guanabara!
Os gols foram marcados por Octávio e Fernandes, que marcou um belo gol.
JOGOS DE HOJE NO C CARIOCA
24/011-7:00 BANOGUX BOTAFOGO
Moça Bonita
19:30-Fluminense X Olaria
Engenhão
24/01-Volta X Redonda Boavista
Raulino de Oliveira
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
OS TRES MILAGREAS DE MINHA VIDA
OS TRES MILAGRES
Foram muito mais de três mais vou narar apenas três e isso já e o bastante.
1-Estavamos todos no quintal la de casa,eu minha esposa Nilsa e minhas filhas Aline e Livia,esta com menos de um aninho.Estva-mos todos chupando laranjas enquanto a pequena Livia sobre um lençol teentva engatinhar. De-repente ela começa a se debater.Corri ate ela e a tomei nos braços.Notei que ela estava meio arrocheada e asfixiada.Virav a-a de um lado para o outro,pra cima e pra baixo e as veses ela voltava a si por poucos segundos.Deesesperado a levantei para os céus e clamei bem alto DEUS e logo uma vizinha surgiu de-repente,bateu em suas costinhas e ela expeliu uma semente de laranjae voltou a si imediatamente.Se não fosse DEUS eu teria perdido minha filha amada
Este já seria o bastante mais tem outros dois:
2-O que me dizes de um homem que foi demitido da C S N duas vezes nos cinco anos finais antes da sua
Aposentadoria, ser readmitido nas duas vezes e sem ter entrado na justiça dos homens conseguir se aposentar?a
3-Minha divida com o IPTU estava em mais de 10 mil reais os oficiais de justiça batiam a minha porta ameaçando penhorar a minha casa.A livia ficava apavorada quando eles chegavam quase diariamente.
Um dia,fui a um culto na Igreja do Nazareno do Açude,mais não fui pedir nada,fui so para louvar a Deus .La estavam apenas cinco pessoas e o pastor de-repente começou a profetizar a cada um de nos e a mim ele disse que ia resolver um grave problema em minha vida.Confesso que pensei que aquele pastor estava tentando apenas chamar a nossa atenção para não ficar-mos desanimados.
Dias depois recebi uma nova visita do oficial de justiça e junto com a apavorada Livia vimos aquele oficial me entregar um documento.A desapropriação da minha casa?Nao amado,era uma autorização para ir ao banco receber uns atrasados de meu salario que a CSN me devia E assim eu pude quitar a minha divida.
Convenhamos que não e normal um oficial de justiça,(o mesmo) ter este procedimento.Tem muito mais inclusive o milagre da minha readimiçao por duas vezes na CSN,mais eu disse que ia narrar apenas dois.Pra terminar eu te digo:CONFIA NO SENHOR E O MAIS ELE FARA.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
AGENDA MBG
AGENDA DO MBG DO AÇUDE
JANEIRO
Dia 13-Reuniao com todos os pastores do MBG
Dia 19-Aniv do MBG do Açude
FEVEREIRO
Dia 2-Encontro de jovens no MBG sede
Dias-9,10,11 e 12-Retiro Espiritual
Dia 23-Aniversario do MBG Mariana Torres
MARÇO
Dia 2—Encontrao de jovens no MBG Agua Limpa
Dia 9-
Dia 16,17
Dia-23,24
Dia-30,31
ABRIL
Dia-6Encontro de jovens no MBG Mariana Torres
Dia 13,14_Festa do Purim
Dia 20,21
Dia-27,28
MAIO
Dia 5,6_Encontrao de jovens no MBG do Açude
Dia11-Aniversario MBG-Agua Limpa
Di a- 18,25,26
JUNHO
Dia 1-Encontrao de jovens MBG Pequeri
Dia 2-Aniversario MBG Pequeri
Dia 8-
Dia 15,16-Jantar e congresso d família
Dia 22,23-
Dia 29- Aniversario MBG Pinheiral
JULHO
Dia 6-Encontro de jovens MBG do Retiro
Dia 13,14-Festa da construção
Dia 21,
Dia 27,28
AGOSTO
Dia 3-Encontro de jovens MBGS Luiz
Dia 10-
Dia 17-Convençao do MBG
Dia 24,25-
Dia 31-Desperta Pequeri
SETEMBRO
Dia 7-12 horas de adoração MBG Sede
Dia 14,15-Congregaçao de Batalha Espiritual
Dia 21,22-Aniversario MBG Mar de Espanha
Dia 28,29-
OUTUBRO
Dia 5-Encontro de jovens MBG Pinheiral
Dia 12-Aniversario MBG S Luiz
Dia 19,20- Festa dos tabernáculos
Dia 26
NOVEMBRO
Dia 2-Encontro de jovens MBG S Luiz
Dia 9-Aniversario MBG Retiro
Dia 16,17-Festa das crianças
Dias 23,24,25,26 27-Aniversario MBG Sede
DEZEMBRO
Dia 1-Reuniao com todo ministério
Dia 7-Formatura CBO Niveis 1 e 2
BOTAFOGO BASE
Início positivo
Tamanho da letra
Juniores vencem com golaço de Fernandes na estreia da Taça Guanabara
Fernandes marcou o belo gol que deu a vitória ao Glorioso (Crédito: Marcos Silva)
O Botafogo estreou com o pé direito na Taça Guanabara. O Glorioso encontrou um difícil adversário, mas derrotou o Duque de Caxias por 1 a 0 em partida realizada no Caio Martins. Em um jogo pegado e de poucas oportunidades para os dois lados, o Fogão chegou a vitória com o belo gol marcado por Fernandes.
O próximo desafio do Botafogo na Taça Guanabara será contra o Bangu, às 14h45, em Moça Bonita. A partida será a preliminar do jogo dos profissionais, também válido pela 2ª rodada da competição.
Botafogo e Duque de Caxias realizaram um jogo muito disputado e com poucas chances de gol no Caio Martins. O tricolor da baixada iniciou a partida com maior posse de bola, criou algumas chances, mas não concluiu ao gol. A melhor chance alvinegra na primeira etapa ficou por conta do chute forte de Lukinhas, aos 21, que obrigou o goleiro Paulo Victor a fazer grande defesa.
O Botafogo foi outro no segundo tempo e ousou mais no ataque. Aos 11, Vinicius invadiu a área em velocidade, bateu rasteirou e obrigou o arqueiro a se esticar para afastar o perigo. O treinador Anthoni Santoro resolveu mudar a equipe e realizou as três alterações. Vinicius, Jefferson e Lukinhas saíram para as entradas de Falque, Paulo e Carlinhos respectivamente.
A equipe encorpou e chegou com perigo em cobrança de falta de Emerson, que o arqueiro espalmou e evitou o pior. O Duque de Caxias teve a melhor chance da partida aos 35, mas Andrey saltou com estilo e evitou o gol quase certo. Quando a partida se encaminhava para o empate, brilhou a estrela de Fernandes. Aos 38, Paulo puxou contra-ataque em velocidade com Fernandes, que invadiu a área, cortou dois marcadores e bateu com estilo no ângulo do goleiro.
Botafogo: Andrey; Erick, Rabello, Cazu e Emerson; Andreazzi, Fernandes, Lukinhas (Carlos Daniel) e Octávio; Jefferson (Paulo) e Vinicius (Falque). Treinador: Anthoni Santoro
Duque de Caxias: Paulo Victor; Léo, Diegão, Renan e Luquinhas; Diego Asth, Maykom, Léo Paraná e Lucas; Jackson e Henrique Treinador: Jorge Athayde
Marcos Silva
O AUTISTA ADULTO
Minha amiga Magali,editora da revista + Alegria pediu me que escrevesse uma de minhas crônicas a fim de publica la em sua conceituada revista.E assim ai vai esta crônica.
Espero que goste.
O AUTISTA ADULTO
Cronica de Anesio Silva
Tenho notado, e isso não e muito comum em mim ,que você tem me observado com uma certa insistência.estranhando o meu comportamento que você acha diferente dos demais.Noto que voçe repara os meus movimentos involuntários,os sons estranhos que eu emito,Tambem involuntários,e também que eu não converso com ninguém.pois ainda não aprendi a falar.
Mais eu não o culpo pelo desconhecimento sobre nos autistas adultos,pois afinal voçe não e o único a ignorar que somos muitos e que muitos de nos vivemos dentro de nossas casas,sem nenhum contato com o mundo la fora, absortos em nosso mundinho particular.
Voçe não e o único a ignorar a nossa existencia Ate a pouco tempo quase ninguém falava sobre isso,apenas alguns abnegados como o pessoal da APADEM,e do programa ‘’Semeando com Jesus’’pois a mídia não nos dava a mínima ate pouco tempo atraz .
Infelizmente ,por este desconhecimento ,a pouco tempo atrás ,em um famoso programa de TV ,uma psicóloga afirmou que nos autistas somos passiveis de cometermos crimes como o ocorrido la nos E Unidos onde um jovem desajustado assassinou vinte e nove pessoas.
Se voçe viu ou leu sobre isso,eu gostaria de dizer que isso e um absurdo movido por tremendo preconceito,porque se somos alheios ao mundo que nos cerca.Como poderia um autista empunhar uma arma,se ele não sabe pra que serve uma arma e muito menos como funciona .
Não,nos autistas ignoramos isso tudo embora alguns de nos as vezes somos meio agressivos ate contra nos mesmo e com nossos pais e cuidadores ,não nego isso ,mais dai a empunhar uma arma vai uma distancia muito grande. Eu espero que agora você me conheça um pouco mais e se possível não tenha preconceito nenhum contra mim e saiba que sou um ser humano como voçe.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
E SE NAO HOUVESSE A CRUZ?
Amados ,pela infinita misericórdia de Deus eu
hoje Pude pregar esta mensagem la noa Supermercado Diga do Retiro,como faço a cinco anos mais ou menos .Eu a enderessei a todo segmento cristão ou seja aos católicos,evangélicos,espiritas e etc e agora também a enderesso a você que esta diante do façe ou quem sabe do meu blog semeandocomjesus.blogspot.com .
E se não fosse a cruz? Amados,nos vivemos neste mundo e convivemos com tanta trargédia,tanto sofrimento,mais acreditamos que um dia o senhor Jesus voltara e enchugara toda lagrima e acabara com todo sofrimento quando ele voltar.
Mais e se não fosse a cruz? E se nao tivéssemos mais nenhuma esperança? Seria terrível,não e verdade? Infelizmente,ainda hoje,agora mesmo em todo o mundo e ate perto de nossas casas tem alguém que não tem mais esperança e a cruz de Cristo para ele nunca existiu.voçe sabia disso? E o que temos feito além de irmos para as nossas igrejas e nem se quer pensar nisso olhando só para o nosso próprio umbigo .
Bem agora me respondam:O que podemos fazer?
O que temos feito?
ANESIO SILVA E O COBRADOR DE ONIBUS
Amigos,eu estou prestes a publicar o meu livro que tem o sugestivo titulo de MORREU ALGUEM AI?
contando a grande aventura que era a minha vida,principalmente a minha juventude.e esta historia eu não podia deixar de contar.
Acreditem vocês ,eu já fiz com que um pobre cobrador de ônibus da empresa que serve a nossa cidade abandonasse o coletivo bem em frente a prefeitura, em pleno carnaval.
O caso foi o seguinte: O ônibus estava super. Lotado e o pobre cobrador pedia por todos os santos para que eu e a minha turma parassemos de fazer bagunça. O pior era que eu descobri que o seu apelido era ‘’Chapeuzinho Vermelho’’
.O pobre ficou irado e me chingava de tudo que era nome,o que fez com que os outros passageiros se deliciassem com o sofraimento do rapaz.
pouco depois ele pediu para que o motorista que estava se divertindo com o desespero do colega abrisse a porta do ônibus. Para entrar mais alguém?
Nao,nada disso,ele abandonou o coletivo super lotado bem em frente a prefeitura e a ultima frase que ouvi dele foi esta: -Nunca mais em minha vida eu trabalho de cobrador,que voçes todos vao pros quintos dos infernos .
Que tal esta historia,devo colocala no meu livro?
Voçes decidem.
HOMENAGEM A GARRINCHA 20 ANOS DE SUA MORTE
HOMENAGEM AO MAIOR JOGADOR DE TODOS OS TEMPOS.
Pele+Maradona+Messi+ Neymar =GARRINCHA
ABERTURA DA TEMPORADA 2013
BOTAFOGO X D DE CAXIAS
O nosso Botafogo iniciou bem a temporada 2013.e com uma boa vitoria sobre o duque de caxias.A equipe ainda em formaçao aguardando ainda o seu astro maior, o holandes Seedorf e o seu principal atacante,o garoto Bruno Mendes.
Oswaldo de Oliveira classificou a estreia do Botafogo no Campeonato Carioca como sendo muito boa. O time venceu o Duque de Caxias, neste domingo, por 3 a 0, no Engenhão, com gols de Andrezinho, Bolívar e Antônio Carlos, agradando o comandante no banco de reservas.
Técnico do Botafogo espera que Bruno Mendes, Jadson e Dória começem a trabalhar com o grupo no treino da tarde e possam enfrentar o Bangu na quinta
Vale destacar, contudo, o ótimo desempenho do lateral-direito Gilberto, que fez ótimas jogadas e chegou a finalizar duas vezes com muito perigo.
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 3 X 0 DUQUE DE CAXIAS
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: André Rodrigo Rocha (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Jóia (RJ) e Daniel Pereira (RJ)
Renda/Público: R$ 119.710,00 / 4.690 pagantes
Cartões amarelos: Jefinho e Marcos Vinícius (DUQ) / Henrique e Andrezinho (BOT)
Gols: Andrezinho, 24'/1ºT (1-0); Bolívar, 27'/1ºT (2-0) e Antônio Carlos, 35/1ºT (3-0)
Botafogo: Jefferson, Gilberto, Antônio Carlos (Rodrigo Defendi, 33'/2ºT), Bolívar e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato (Cidinho, 34'/1ºT), Lodeiro, Andrezinho e Fellype Gabriel (Rodrigo Dantas, 36'/2ºT); Henrique - Técnico: Oswaldo de Oliveira
Duque de Caxias: Fernando, Jefinho, Sergio Raphael, Paulão e Pedro Junior (Dudu, intervalo); Renan Silva, André Gomes, Marcus Vinícius e Carlos Alberto (Leandro Cruz, 18'/2ºT); Thiago Souza e Charles Chad. - Técnico: Josué
MINHAS MENSAGENS
MENSAGENS DO PASTOR ANESIO SILVA
TOMAR A SUA CRUZ E SEGUIR A JESUS
EM Marcos cap cap 10 vs 21 esta escrito: E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.
Mais o que seria tomar mos a nossa cruz?
A cruz que eu e voçe carregamos pode simbolizar a enfermidade,o desemprego,uma desavença familiar,ou qualquer outro sofrimento.
Jesus disse:’’No mundo tereis aflições,mais tende bom animo.Eu venci o mundo’’Portanto,para seguir a Jesus,temos que ter bom animo (fe)e levarmos também a nossa cruz ate o nosso calvário onde seremos libertos pelo próprio Senhor Jesus.
Mais temos que levar a nossa cruz,com resigneação e sem murmurar,como Cristo levou a sua cruz por todos nos e como ele nos ensinou devemos caminharresignadamente ate a nossa libertação.
A ORAÇAO QUE FAZEMOS A DEUS
Quando oramos a oraçao que Cristo nos ensinou,a oraçao do Pai nosso.Eu disse quando oramos?melhor seria dizer quando nos lembramos dela,porque as nossas oraçoes sao sempre para pedir algo a Deus e nunca para o santificar e quando dizemos ''Seja feita a sua vontade, sempre e a nossa que queremos que prevaleca.O pior e quando dizemos Venha o seu reino,mais como se nos nao estamos fazendo o que ele mandou que e anunciar as Boas Novas?
Vamos fazer a nossa parte pois o Senhor a muito ja fez a dele quando enviou o seu filho ao mundo para nos salvar
GERAÇAO PERVERSA
O profeta Izaias disse:
-Ai de mim que tenho lábios impuros e habito entre um povo de impuros lábios.
Eu digo nesta mensagem:
Ai de mim que faço parte de uma geração perversa.
Meus irmãos em cristo Jesus todos nos fazemos parte desta geração perversa,que a cada dia se depara com crimes hediondos.
A mídia se encarrega de divulga los a todo instante e se você ligar agora em um noticiário,voçe ira saber que uma infinidade de crimes esta ocorrendo agora neste mesmo instante.
Este preambulo foi para situar voçe.meu irmão e os ouvintes do nosso programa sobre o seguinte:
Voçe sabe que o profeta Elias foi arrebatado em uma carruagem de fogo e o profeta Elizeu, seu aprendiz na época tomou o seu lugar e continuou a abençoar o povo.
Como disse,nos habitamos entre uma geração perversa e eu pergunto:
Suponhamos que um pastor caminhasse junto com o seu auxiliar e de repente ele fosse transladado aos céus.
Agora o seu auxiliar teria que informar o desaparecimento do seu mestre a população.
Como eles receberiam a noticia?
Sera que foi assim quando o profeta Elizeu anunciou que o seu mestre,o profeta Elias foi levado em uma carruagem de fogo?
Já pensou se isso ocorresse em nossos dia
PORQUE NÃO HÁ MILAGRES EM NOSSAS
IGREJAS?
O nosso Deus e o mesmo de ontem ,hoje e sempre e o seu filho, o Senhor Jesus disse que faríamos coisas maiores do que ele fez.
Entendemos então,que podemos fazer muitas coisas quando cremos realmente que tudo podemos naquele que nos fortalece e que tudo e possível a aquele que cre.
Se Estas palavras foram ditas pelo próprio Senhor Jesus,porque os milagres estão se tornando escassos e as curas não estão acontecendo?
Diante da Igreja estão os pastores,os presbíteros e outros instrumentos de Deus para orar em favor do seu povo,mais os milagres e as curas não ocorrem.Porque sera?
Meu irmão,as pessoas ate vao a igreja em busca destes milagres,mais quando chegam la,eles veem os instrumentos de Deus como o seu vizinho,o cara que mora na sua rua ou aquele que você conhece e sabe onde mora,ou seja:um alguém como você,um pecador e carente da misericórdia de Deus.Uma pessoa assim não pode fazer milagres não e mesmo?
Meu querido e amado irmão,mesmo o Senhor Jesus se fosse visto apenas como o filho do carpinteiro e os seus irmãos e seus vizinhos o viam assim,não podia curar ninguém pois eles não queriam ouvir as suas palavras.
Amados ,quem cura e realiza milagres e o Senhor Jesus,nos somos apenas instrumentos que queremos ser usados por ele
Deixem que nos,os instrumentos de Deus trabalhemos em sua obra e veremos em fim as curas e os milagres acontecerem em nossas igrejas,pois o Senhor Jesus,o que cura e faz os milagres sempre estará la no altar.
A PARABOLA DO GRANDE JOGADOR
Um certo homem se deparou um dia com um jogador de baralho que havia montado a sua banca la na praça da cidade.Muitas pessoas estavam em volta da banca,alguns so observavam mais outros tentavam a sorte no jogo.
Um homem que acabara de receber o seu salario e pensativo a respeito das suas dividas que o seu parco salario não lhe permitia salda las,viu então a chance de almentar o seu capital,pois julgava ele ter alguma experiência naquele jogo.
O dono da banca era um grande jogador e cheio de truques. A principio deu corda ao adversário deixando propositalmente que ele ganhasse algumas vezes e o pobre homem sabia que se abandonasse o jogo naquele momento seria morte certa,era esta uma das regras do jogo.
O Jogador,grande trapaceiro,faz as suas trapaças e aos pouco recupera o dinheiro perdido e com grande habilidade convence o pato a tentar recuperar o dinheiro perdido dizendo a ele que a sorte as vezes mudava de lado mais as vezes retornava .
O pobre homem perdeu todo o seu salario e a sorte não mudou.Desesperado deixou o local sem saber paa onde ir,estava perdido.
Irmaos,Satanas e também um grande jogador e ate permite que um incauto leve certa vantagem.Mais no fim o pecador sai derrotado e perde o maior bem da sua vida.a sua salvação.
sábado, 19 de janeiro de 2013
ANIVERSARIO
ANIVERSARIO DA MINHA IGREJA.
E hoje.Um dia muito especal.O aniversario da minha igreja.
A igreja onde eu me encontrei,onde realmente eu sinto ali a presença de Deus.Hoje iremos com muita alegria comemorar o segundo aniversario e sera realmente uma festa.
Junto a aos jovens que compoem a maioria da nossa igreja que e pastoreada pela nossa querida pastora Elaine que conduz com muito amor a igreja em direçao a Cristo.
Hoje e o segundo aniversario,de muitos que virao e ainda que tenhamos que nos mudar para um local maior,dado o seu crescimento,tenho a certeza que ela sempre sera uma igreja poderosa,mais humilde.
Essa e a igreja que eu pedi a Deus.
Parabens igreja amada.
Curtir ·
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
NUMERAÇAO DO FOGAO 2013
numeração fixa do Botafogo para 2013:
1. Jefferson
2. Lucas
3. Antônio Carlos
4. Bolívar
5. Marcelo Mattos
6. Márcio Azevedo
7. Bruno Mendes
8. Renato
9. Henrique
10. Seedorf
11. Fellype Gabriel
12. Renan
13. Gilberto
14. Lodeiro
15. Gabriel
16. Lima
17. Andrezinho
18. Jadson
20. Rafael Marques
21. Dória
22. Andrey
23. Rodrigo Defendi
25. Lucas Zen
26. Julio Cesar
27. Cidinho
28. Fabiano
29. Sassá
30. Jeferson
31. Vitinho
33. Matheus Menezes
34. Gegê
35. Rodrigo Dantas
SALARIO MILIONARIO DOS PASTORES
Confira o ranking da fortuna dos pastores
1 - Edir Macedo - Fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos no Estados Unidos. A forturn chegaria a US$ 950 milhões.
2 -Valdemiro Santiago - Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e fundador da Ingreja Mundial do Poder de Deus. Teria acumulado US$ 220 milhões.
3- Silas Malafaia - Líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. Em 2011, a fortuna estimada era de US$ 150 milhões dólares.
4 - RR Soares - Compositor, cantor e apresentador Romildo Ribeiro Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. O valor estimado seria de US$ 125 milhões dólares .
5 - Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia - Fundadores da Igreja Renascer em Cristo. A fortuna estimada é de US$ 65 milhões.
MENSAGEM DO PRANESIO SILVA
MENSAGEM DO PR ANESIO SILVA
Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes. Isaías 44:3
AMADOS,DEUS REALMENTE QUER DERRAMAR UMA CHUVA DE BENÇAOS EM NOSSAS VIDAS MAIS A NOSSA INIQUIDADE NOS CEGA A TAL PONTO QUE NAO NOS PERMITE VE LAS E AINDA AFIRMAMOS QUE ELE NOS ABANDONOU.
COMO UMA TEMPESTADE QUE AS VEZES INUNDA E DESTROI TUDO A NOSSA VOLTA,ASSIM E O AMOR DE DEUS SOBRE NOS DESTRUINDO TODA MALDADE E TODA A NOSSA INIQUIDADE PELO SANGUE DE JESUS.
MATERIA E O FACE
Posts do Facebook são mais memoráveis que livros e rostos
Por Natasha Romanzoti em 17.01.2013 as 12:05
ACOMPANHE NOSSOS ARTIGOS
Acredite se quiser: sua atualização de status sobre o capítulo da novela de ontem é mais lembrada pelas pessoas do que uma citação famosa de um clássico ou o rosto de uma pessoa bonita que elas acabaram de ver.
Segundo um estudo da Universidade de Warwick (Reino Unido), palavras e frases postadas no Facebook permanecem na mente mais do que livros ou faces. A diferença é tão grande que se assemelha a que existe entre as pessoas com memórias normais e as que sofrem de amnésia.
A pesquisa
Os pesquisadores configuraram um teste de memória em que os participantes viram 200 frases por três segundos cada uma em uma tela de computador. Metade das sentenças foi tirada de atualizações anônimas do Facebook (por exemplo, “A biblioteca é um lugar para estudar, não para falar no telefone” e “Meu professor de matemática me disse que eu era um de seus alunos mais brilhantes”), e outras sentenças foram retiradas de livros recentemente publicados, tais como “Minha garganta estava ardendo de gritar tão alto” e “Debaixo da massa de cabelo facial, transmitiu um grande sorriso”.
Todas as seleções eram semelhantes em comprimento, e as mensagens do Facebook foram tiradas fora do contexto da rede social, sem links, imagens e irregularidades como emoticons ou múltiplos pontos de exclamação.
Os participantes então viram novamente 200 sentenças, 100 das quais já tinham visto antes, e foram instruídos a identificar quais reconheciam. Os pesquisadores descobriram que a memória dos participantes foi de cerca de uma vez e meia mais forte para publicações do Facebook do que para frases de livros.
O experimento foi então reajustado, com frases de livros substituídas por imagens de rostos. A memória dos participantes por mensagens do Facebook foi quase duas vezes e meia mais forte do que para rostos.
Conclusão: se você espera que seus colegas de trabalho esqueçam logo aquele post detalhando suas travessuras embaraçosas na festa do escritório, bom, pode esquecer.
•Como o Facebook mudou nossas vidas?
Cotidiano memorável
Segundo os pesquisadores, a chave para o Facebook ser tão memorável é que nosso cérebro é programado para formas mais naturais de linguagem. As publicações no Facebook são mais simples, escritas casualmente, muito semelhantes à forma como falamos, com relativamente pouca atenção dada a ortografia, pontuação ou gramática.
É esta natureza casual e até “fofoqueira” das mensagens que os pesquisadores concluíram que as tornam tão fáceis de lembrar – nosso cérebro já está “pronto” para elas. Já os livros, por exemplo, são escritos em linguagem mais formal e exigem mais “decodificação” e interpretação.
“O Facebook é atualizado cerca de 30 milhões de vezes por hora, por isso é fácil acreditar que é cheio de pedaços de informações mundanas e triviais que esqueceremos imediatamente após lê-las. Mas o nosso estudo transforma essa visão e nos dá um vislumbre realmente útil dos tipos de informações que estamos ‘condicionados’ a lembrar”, explica a pesquisadora Dra. Laura Mickes.
Segundo ela, saber disto poderia ajudar na concepção de melhores ferramentas educacionais, bem como oferecer informações úteis para as áreas de comunicações e publicidade. “É claro que não estamos sugerindo livros escritos inteiramente em tweets, mas os escritores de livros didáticos ou professores que usam PowerPoint podem certamente se beneficiar do uso de voz mais natural para ensinar”, sugere.
Pré-alfabetização
Cientistas especulam que o Facebook e outras formas de escrita amadoras possibilitadas pela era digital são, algumas vezes, um “retorno” a épocas pré-alfabetizadas da história.
Nicolas Christenfeld, professor de psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), disse que as tecnologias modernas permitem que a linguagem escrita seja mais próxima do estilo informal pré-alfabetizado de comunicação. “Este é o estilo que ressoa, e é lembrado”, comenta.
Parece que, com o crescimento dos blogs, mensagens de texto e outros, a linguagem escrita se aproximou do discurso natural, com menos edição e contemplação do que era necessário em outros tempos e em outros meios.
“Esses resultados podem não parecer tão surpreendentes quando consideramos quão importante a memória e o mundo social são para a sobrevivência dos seres humanos na história ancestral”, afirma Christine Harris, da Universidade da Califórnia em San Diego.
•7 Inesperados efeitos benéficos do Facebook na sua vida
“Nós aprendemos sobre recompensas e ameaças a partir dos outros. Portanto, faz sentido que nossas mentes sejam particularmente atentas às atividades e pensamentos das pessoas, e se lembrem das informações transmitidas por elas”, conclui.
Então, já que você vai se lembrar, melhor se lembrar de coisa interessante que vai fazer diferença na sua vida, não? Recomendamos a página do HypeScience no Facebook, que além de trazer assuntos discutidos no site, também tem conteúdo exclusivo![DailyMail,
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
MENGEM DO PR P CESAR
- Eleição e Evangelização
Uma da principais objeções feitas à pregação da doutrina da eleição nas igrejas onde tal pregação não é comum é: como fica a questão da evangelização? Será que ela não acaba desencorajando os cristãos? Será necessária a pregação do evangelho? Os empreendimentos evangelísticos devem ser feitos mesmo, já que somente os eleitos serão salvos? Se Deus já escolheu, será que devemos fazer missões e nos esforçarmos tanto?
Estas e outras perguntas são muito importantes, pois, sem a devida compreensão daquilo que a Escritura ensina sobre a doutrina da eleição, e sua relação com a evangelização, podemos achar que qualquer esforço evangelístico é contraditório. Para muitos, é muito difícil unir ambas as coisas. Mas, será que precisa ser assim? Será que não podemos pensar em eleição e evangelização conjuntamente?
Em 2 Timóteo 2.10, lemos:
“Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória”.
Quando o apóstolo Paulo escreveu sua segunda carta a Timóteo, ele o fez para encorajá-lo no combate à fé e ao sofrimento por Cristo. Certamente, pelo tom de Paulo, Timóteo estava enfrentando muitos problemas em seu ministério e, como acontece de vez em quando aos pastores, precisava receber “uma injeção de ânimo” para levar adiante o seu chamado. Sendo Paulo uma espécie de tutor de Timóteo, acostumado às lutas por causa da sua pregação do evangelho – ele mesmo estava algemado (v. 10) –, encorajou-o a não olhar para as suas lutas e dores como motivações para a covardia e timidez ministeriais. Pelo contrário, Timóteo necessitava ter seu dom reavivado (2 Tm 1.6) para desempenhar a obra do evangelho, e as lutas seriam parte da grande obra de aperfeiçoamento ministerial pela qual Timóteo necessitava passar. Por isso o convite para participar com ele dos sofrimentos, a favor do evangelho (2 Tm 1.8).
No texto que lemos, Paulo apresentou um dos seus vários argumentos para que Timóteo desempenhasse bem seu ministério. Não importariam as lutas; não importaria de onde viriam as lutas; não importaria a própria intensidade das lutas; não importaria, se necessário, sofrer na própria carne; nada mais importaria, se Timóteo pudesse vislumbrar os muitos que seriam salvos mediante a operação do Espírito através do seu ministério. Incrivelmente, seu argumento estava relacionado com aquilo que, normalmente, não conseguimos fazer qualquer relação: eleição e evangelização. Pasmem, mas a eleição, para Paulo, era uma motivação para a evangelização!
O fato de Paulo ter no seu curriculum ministerial – 2 Co 11.23-27 – muitos trabalhos, muitas fadigas, muitas vigílias, muitas prisões, muitos açoites, muitos perigos de morte, três fustigações com varas, um apedrejamento, três naufrágios, um dia na voragem do mar, muitas jornadas, perigos nos rios, perigos na cidade, no deserto, no mar, muitas ameaças causadas pelos salteadores, pelos judeus, pelos gentios, pelos falsos irmãos, muita fome, sede, frio e nudez, não era porque Paulo gostasse de viver perigosamente; não era por causa de um desvio psicológico de alguém que se realizava no sofrimento; mas de alguém que amava a Deus a ponto de obedecer-lhe integralmente para que o evangelho fosse pregado e os homens fossem salvos, ainda que tivesse que sofrer para isso. Paulo disse: “tudo suporto por causa dos eleitos”. Ao que me parece, a consciência que o apóstolo tinha quanto à eleição não lhe serviu de desmotivação, pelo contrário, sua motivação veio exatamente de onde jamais imaginaríamos que pudesse vir.
Este nosso texto nos orienta quanto à coisas que são bastante relevantes quando pensarmos, daqui por diante, na relação entre eleição e evangelização. Algumas coisas devem ficar claras para nós.
1. A eleição não anula a proclamação do evangelho
Algumas pessoas, devido à má compreensão do conceito bíblico de eleição, pensam que para se crer na eleição é necessário anular a proclamação do evangelho. Porém, isso é totalmente estranho à Bíblia. A Bíblia informa que a proclamação do evangelho e a eleição não se excluem. Podem caminhar lado a lado. Para isso, precisamos entendê-la adequadamente.
Vejam a motivação de Paulo: qual era a causa do sofrimento de Paulo de acordo com o texto? Era sua maneira de vestir-se? Era a sua cultura abundante? Eram os privilégios de sua condição social como cidadão romano? Não. A causa do sofrimento de Paulo era a proclamação de uma mensagem que, primeiro, perturbava os acomodados em seus próprios pecados e, em seguida, consolava os perturbados. O fato é que ninguém gosta de ser perturbado. Nem mesmo os contemporâneos de Paulo gostavam de ser perturbados. Eu não gosto e você também não gosta. Mas a mensagem pregada por Paulo perturbava as pessoas. Não era Paulo quem perturbava, mas sua mensagem – embora muitos dos seus contemporâneos não argumentassem contra sua mensagem, mas contra a sua pessoa. Pois uma coisa da qual não podemos fugir é a verdade de que o evangelho é confrontador. Ele perturba os acomodados e consola os perturbados.
Sabemos que a fé é um dom de Deus (Ef 2.8-10), mas sabemos também que a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo (Rm 10.17). Assim, é compreensível as perguntas retóricas feitas por Paulo em Romanos 10.14,15. O resumo é: como serão salvos se a palavra não lhes for pregada?
A palavra de Deus, de fato, nunca volta vazia, ela sempre cumpre os propósitos de Deus (Is 55.11), seja para a vida ou para a morte (2 Co 2.15-17). Portanto, a eleição e a pregação não se anulam, pois quem salva é o Senhor Jesus Cristo, por meio da palavra escrita e pregada. A pregação nada mais é do que meio que Deus utiliza para alcançar os seus propósitos. Enquanto o homem for homem e o mundo for mundo, esta palavra será sempre “escândalo para os judeus e loucura para os gregos”. Mas, ainda assim, deve ser pregada a tempo e fora de tempo. Alguém que tenha plena consciência do seu chamado e de quem o chamou, não pode se dar ao luxo de pregar de qualquer maneira e nem “o que lhe dá na telha”. A convocação é para pregar a palavra, a tempo e fora de tempo.
2. A eleição aumenta a responsabilidade da proclamação do evangelho
Ao contrário do que muitos pensam, a eleição, quando devidamente compreendida, não anula o fervor evangelístico e missionário de um cristão. Ela aumenta nossa responsabilidade. Porque amamos a Deus e ao próximo, saímos à procura dos grãos que devem ser guardados no celeiro para que nenhum deles se perca. Isto envolve muito trabalho. Se necessário, sofrer na própria carne, como no caso de Paulo. Ele tudo suportou por causa dos eleitos.
Mas quem são os eleitos? Será que podemos identificá-los pessoalmente em uma caminhada pelas avenidas de um grande centro comercial? Será que podemos identificá-los nas feiras que correm a cidade todos os dias da semana? É óbvio que não! Certamente estão lá, mas o domínio desse mistério não nos pertence. Por isso Paulo escreveu: “fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (1 Co 9.22). Nossa tarefa é pregar a todos, independentemente de raça, cor, sexo, língua ou qualquer outro obstáculo para a relação entre os povos. Toda a terra precisa ouvir acerca da boa nova de Deus aos homens, que Cristo veio “buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). Uma pessoa, seja pastor ou não, que se nega a pregar o evangelho por causa da sua “suposta compreensão” da doutrina da eleição – para não dizer “preconceito” –, ainda não entendeu suficientemente bem o que a Escritura diz. Pois Deus, certamente, não estabeleceria duas bases que se aniquilam, que se afrontam, ou então, Deus não é Deus, pois não sabe o que faz. Mas Deus é Deus, e a relação entre eleição e evangelização é possível, pois são verdades bíblicas reveladas por Deus, portanto, não contraditórias. Nós somos contraditórios, a Bíblia jamais.
Assim, ao contrário do que muitos pensam, a eleição não nos desmotiva, mas, quando devidamente compreendida, encoraja-nos ao cumprimento da nossa missão evangelística e missionária em um mundo perdido e carente da graça de Deus.
Deixem-me contar uma história.
Grande parte do pensamento de incompatibilidade entre a eleição e a evangelização presente hoje em nosso meio batista, foi causado por alguns cristãos batistas do século XVIII, que seriam conhecidos mais tarde como “batistas cascaduras”. O episódio na vida de William Carey, pregador batista conhecido como o “pai das missões modernas”, ilustra bem o pensamento dos cascaduras.
Carey era pastor na cidade de Moulton, Inglaterra. Num encontro de pastores em Northampton, o pastor John Ryland, que presidia a reunião, solicitou uma proposta de tema para discussão naquele dia. Carey, que desde há muito estava com o coração ardendo pela obra missionária, depois de um certo silêncio dos pastores presentes à reunião, propôs o tema “a obrigação dos cristãos de tentar difundir o evangelho entre as nações pagãs”. Ryland, ao ouvir a proposta, ficou atônito e, vociferando, disse uma das mais famosas frases no estudo de missões, conhecida bem pelos nossos Embaixadores e Mensageiras do Rei: “Jovem, sente-se. Quando Deus quiser converter os pagãos, ele o fará sem a sua ajuda ou a minha!”.
A postura e as palavras de Ryland, ainda que não fosse o pensamento de todos os batistas na Inglaterra, tinha como pressuposto, exatamente, a inadequada compreensão da doutrina da eleição, o outro lado da moeda em relação ao nosso. Ryland, como outros batistas de sua época, não deram a devida atenção ao escopo total da Escritura. Por isso “pecaram” na interpretação da Bíblia e na sua teologia de missões. Naquela altura, os batistas ingleses assinavam a Segunda Confissão Londrina, de 1689, que era totalmente a favor da doutrina da eleição.
O próprio Carey, conforme sua biografia, foi um homem de fortes convicções sobre a doutrina da eleição, mas nem por isso deixou de pregar aos indianos a palavra de Deus com todo o ardor de sua alma, a ponto de ser reconhecido mundialmente como o “pai das missões modernas”.
Como se pode notar, a doutrina da eleição não era estranha, como muitos pensam, aos batistas – alguns chegam a confundir, pensando que “isto é coisa de presbiteriano”. Pode até ser que seja estranho hoje, mas nem sempre foi assim. Os batistas brasileiros – da Convenção Batista Brasileira – são herdeiros dos batistas americanos, que foram evangelizados pelos batistas ingleses. O fato de não darmos a devida atenção à doutrina da eleição em nossos círculos batistas hoje, não faz com que ela deixe de ser uma doutrina batista. Ninguém é menos batista por crer na doutrina da eleição. Durante muito tempo nós, batistas, fomos conhecidos como “o povo do livro”. Cremos que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, ou seja, tudo o que devemos crer e praticar deve ser norteado pela Bíblia e nada mais. Entretanto, quando chegamos à doutrina da eleição tomamos um caminho diferente e filosofamos.
Assim, desejo concluir este ponto e afirmar que, quando compreendida adequadamente, a doutrina da eleição não anula e nem diminui a responsabilidade e o ardor pela salvação dos perdidos. Ao contrário, ela nos encoraja a irmos até ao fim das nossas forças para vermos os homens se rendendo a Cristo.
3. A eleição não anula o que Cristo realizou
Outra confusão que muitos fazem é o da relação entre a eleição e a expiação – a obra de Cristo. Chegam a afirmar que se a eleição é verdade, então Cristo não precisava morrer. Mas, mais uma vez, há um grande equívoco. Os homens não são salvos pela eleição, mas por Cristo e sua obra. O fato de Deus ter tomado suas decisões na eternidade não anula o evento histórico e a necessidade da encarnação e morte de Jesus. Na verdade, sua morte, como a eleição, deu-se na eternidade – mas ocupou um espaço na história –, conforme podemos ler em Apocalipse 13.8: “... o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.
Na verdade, aspectos da justiça divina precisavam ser cumpridos para que o homem pudesse ser salvo. Deus jamais acharia alguém que pudesse, dentre as criaturas, atender suas exigências. Por isso, Deus enviou seu Filho para ser o perfeito substituto dos pecadores. Ele deveria verter seu sangue para remir-nos de nossos pecados e cancelar o “escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças”, na cruz (Cl 2.14).
O Novo Testamento ensina que fora de Jesus Cristo não há salvação. Ele é o único que reconcilia o homem com Deus, pois atendeu suas exigências. A eleição, como muitos pensam, não é um fim em si mesma, mas Jesus é. Ele é o único que livra do pecado, e mais nada ou ninguém. Portanto, a boa nova a ser pregada pela igreja deve ser Jesus Cristo. Nós devemos pregar a “Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2).
4. A eleição é a certeza de nossa perseverança e da glória eterna
Escrevendo aos filipenses, Paulo expôs sua convicção àqueles irmãos da seguinte maneira: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (1.6). Em outras partes do Novo Testamento lemos que Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas; o primeiro e o derradeiro; o alfa e o omega; o autor e o consumador da nossa fé. O interesse de Deus ao nos conceder a salvação não era fazê-lo de qualquer maneira; ele não nos salvou para sermos deixados por conta do destino que cada um pudesse traçar para si; ele nos resgatou para o reino do Filho do seu amor. Ele nos salvou para herdarmos a glória eterna ao seu lado.
Aqui está implícito o princípio verdadeiro – mas que, também deve ser compreendido de maneira devida – de que “uma vez salvo, salvo para sempre”. Este é um princípio que eu defendo e tenho pregado sempre que sou convidado a fazê-lo ou sinto-me impelido a fazê-lo. Afirmo que deve ser compreendido devidamente porque não são poucos os que pensam que tendo um dia feito um gesto de aquiescência a alguma pregação, mas não andaram na verdade, antes, voltaram aos seus próprios pecados – como o cachorro ao seu vômito e a porca lavada à lama – que, por isso, serão salvos. Loucos são os que assim pensam. Ninguém é salvo por um gesto, mas por mudança do coração. Não digo com isso que se um dia você fez um gesto você não é salvo. O que digo é que você não foi salvo pelo gesto feito, mas pela fé em Cristo. Por outro lado, não digo que se você não fez um gesto você não está salvo. O que digo é que você foi salvo por crer em Cristo. Quantos, um dia, gesticularam mas não creram. Quantos, um dia, não gesticularam, mas creram. O que realmente contará no dia do juízo? O homem é salvo pela fé em Cristo. Portanto, não confundamos gestos com salvação. A salvação é obediência a Cristo traduzida em gestos no dia-a-dia. Tendo esclarecido isto, afirmo novamente que “uma vez salvo, salvo para sempre”. Não pelo gesto, mas pela obediência a Cristo.
Preciso encerrar a pregação. Mas não posso encerrá-la sem antes lembrá-los que, ao contrário do que muitos pensam, a eleição não anula a proclamação do evangelho; não anula ou desencoraja a responsabilidade cristã; não anula a obra de Cristo. Pelo contrário, a eleição nos motiva a caminharmos não apenas a segunda, a terceira, a quarta ou a quinta milhas para vermos os homens rendendo-se a Cristo. Mesmo que tenhamos que ter as nossas peles feridas, mesmo que soframos qualquer tipo de perseguição, nada nos tirará do rumo certo que trará glória a Deus. A eleição, quando devidamente compreendida, não traz desânimo. Deus não nos daria algo para que desanimados ficássemos. Ela aumenta a nossa responsabilidade; aumenta o dever que temos, pessoalmente, de anunciar o evangelho aos familiares e parentes, aos colegas de repartição e de sala de aula, aos amigos e aos vizinhos. Ela não nos permite parar de orar pelos pecadores, como, volta e meia alguns fazem, pelo contrário, nos leva a orar ainda mais, pois se Deus não lhes abrir os olhos, se Deus não fizer cair o véu, quem se salvará? Ela aumenta o nosso interesse pela salvação dos nossos queridos. Ela nos leva a glorificar um Deus que realizou uma perfeita obra para a salvação de todo aquele que nele crer; de um Deus que não mediu esforços ao mandar o seu Filho para subir o Gólgota, à cruz, para verter seu sangue por nós, pecadores. Ela nos encoraja a perseverarmos, haja o que houver, venha o que vier, na vereda da justiça, que um dia Deus preparou para que andássemos nelas.
Como não glorificar a Deus por tudo o que fez? Como não lhe ser grato? Como não amá-lo?
“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.33-36).
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
MORREU ALGUEM AI? O LIVRO DE A SILVA
MORREU ALGUEM AI ?
Memórias de juventude de quem viveu uma época de ouro do final do bairro Retiro
AUTOR: Anésio Silva
CAPITULO 1 ZÉ MINEIRO
Zé Mineiro é o nome do personagem que vai dar inicio a esse livro.
Era um homem de aproximadamente setenta anos de idade, mas possuía uma alegria e vitalidade que deixava muito garotão de nossos dias envergonhado.
Bem falante, gostava de contar muitas bravatas da sua juventude, que nos ouvíamos embevecidos (embora duvidássemos da veracidade de quase todas). Suas narrativas eram temperadas por doses generosas da roxinha, da branquinha e do barril. as quais era o próprio fornecedor.
Não pensem vocês que ele era um ‘bebum’ qualquer e nem que estivéssemos ali apenas porque a bebida era facilmente consumida. Não, nosso interesse era realmente conviver quase que diariamente com essa pessoa tão divertida.
Ele era o ‘Promoter’ de nossa rua e organizava festas quase que semanalmente e elas eram, de fato, muito animadas. Sua própria família o auxiliava no preparo das festas.
Sua casa era quase que diariamente visitada por todos nós e cada dia era uma festa .
Formávamos um grupo de jovens muito animados e quase todo ele era formado por filhos de moradores antigos do nosso bairro. Havia muitas meninas em nosso grupo e éramos todos grandes amigos. Jamais se formou qualquer par romântico nesse grupo.
Isso tudo durou ate o dia em que Zé Mineiro e sua família deixaram nossa rua, que nunca mais foi a mesma...nunca mais ...
E eu não poderia deixar de narrar uma de suas melhores historias pitorescas:
Ze mineiro x o capitao
Zé Mineiro cuidava de uma propriedade e estava em litígio com a proprietária do sitio vizinho. Os dois viviam às turras e tudo por causa de uma bendita cerca .
Maria Homem era o nome de sua desafeta. Como o próprio nome dizia, era uma mulher muito valente.
A justiça foi chamada e ela veio em forma de uma guarnição comandada por um sargento (mas que na historia de nosso herói, foi imediatamente promovido a Capitão).
Vou reproduzir aqui, como testemunha ocular do fato, o dialogo entre Zé Mineiro e o Capitão:
_Zé Mineiro, venha até aqui!
_ É a mesma distancia, seu Capitão!
Devo esclarecer que o Capitão falava de uma pequena elevação do terreno, enquanto nosso herói estava na parte baixa, onde cuidava de uma pequena horta. O Sargento desceu rápido e furioso com aquela afronta e deu uns safanões em Zé Mineiro.
Bem, isso foi que eu e meu vizinho Paulo Cezar presenciamos ali, assustados.
Mas na historia do nosso herói...tudo se resumia em uma frase: “RRROLEI COM O CAPITAO NA POEIRA E ELE FOI EMBORA DERROTADO LEVANDO SEUS HOMENS!”
Zé Mineiro contava essa façanha carregando nos erres e nós quase morríamos de rir. Quem haveria de desmentir tamanho ato de heroísmo, não é mesmo Paulo Cezar?
Amigos, esta foi apenas uma das inúmeras historias de nosso herói mas, no decorrer desta narrativa, ainda irão desfilar muitas historias interessantes e engraçadas pois Zé mineiro era o Maximo. Era a alegria da nossa juventude .
Aguardem a próxima! Vocês vão chorar de rir quando lerem a ‘historia do Burrrrão’.
CAPITULO 2 A TURMA
Deixe-me apresentá-los: Começarei pelo Paulo Cezar, que já foi citado e era o maior gozador entre todos nós. Carlim-fumo, que era seu irmão, também não ficava para trás. Só que tinha um porém: Ô rapaz medroso!
Também havia o Jorge-Perereca, Lili, Paulinho (meu irmão), Dirceu e Zé Grilo, Bonitinho, Totonho, Edson, Daniel, Tadeu, Afonsinho e Caramba (Esse último foi quem inspirou este livro. Mais tarde vocês irão entender o porquê.)
Não fazíamos parte de nenhum clube do Bolinha, pois, como disse, em nossa turma havia muitas meninas: Venina, Nilzete, Regina Célia (minha irmã), Regina (irmã do Caramba), Dirce e Eremita (eram irmãs de Zé Grilo e Dirceu e todos eram filhos de Zé Mineiro), Fátima, Celeste, Euvirinha, Dalva e muitas outras.
Éramos totalmente diferentes dos jovens de hoje. Querem um exemplo? Em nosso tempo não havia vídeo game, nem Shopping Centers e, além do mais, que turma de jovens hoje em dia admitiria um senhor de mais de cinqüenta anos entre eles? Ainda mais se, de certa forma, ele liderasse o grupo promovendo até mesmo nossas atividades?
Apesar de não termos vídeo game nem Shopping, tínhamos diversões bem melhores:
Tínhamos o Açude, onde até à noite íamos nadar. Tínhamos cachoeiras e o poção Cinco Manilhas .
Já que falei em muitas águas, quase ia me esquecendo de um dos componentes da turma, o Eli-Sujismundo (qual seria a razão deste apelido?)...
Nosso bate papo não era em nenhum chat da internet, mas em muitas vezes varávamos a madrugada. Jamais usamos drogas. Naquela época, não íamos além de umas cubas libres e também do cigarro. Havia muitas brincadeiras tais como Garrafão, Diabão e o pique-ronda que durava, às vezes, até o outro dia.
E as peladas? Estas eram realizadas onde atualmente está o Jardim da Infância Recanto Infantil e a Creche Mahatman Gandhi e eram quase que diariamente a não ser quando faltava algo muito importante: A bola.
Hoje olho pela janela e vejo meu sobrinho Leidson e seus amigos em uma animada pelada lá no pátio do terreno vizinho. Que saudade daqueles tempos que não voltam mais.
ATIVIDADES
Tínhamos o nosso point: o meio fio em frente à casa do Zé mineiro. Não havia praça no final do Retiro e, por isso, ali era nosso verdadeiro point. Era ali que reuníamos para conversarmos e, às vezes, íamos até a madrugada rindo e pregando peças uns nos outros. Tudo era motivo de azararão (zoeira) (deixe-me usar esse termo atual) principalmente quando alguém chegava vestindo uma roupa bem espalhafatosa como faziam meus amigos Totonho e Eli. Sujismundo, que uma noite se apresentou com uma calça que eu apelidei de “calça de palhaço”, foi um bom sarro..
E quando alguém levava um fora do namorado ou da namorada?? Era quase impossível ficar triste no meio daquela turma.
Muitas vezes ou quase sempre a reunião começava bem cedo e então definíamos as nossas atividades naquele dia: Que tal jogarmos uma pelada?? Nada disso! Hoje vamos à casa de seu Domingos...
SEU DOMINGOS
Seu Domingos era o proprietário de um sitio bem afastado, o qual cultivava com muito amor. Tinha muito trabalho mas sentia-se recompensado ao contemplar aquelas árvores frutíferas e também a criação de porcos, galinhas, gansos e etc. Ajudado nas tarefas pelo filho Vicente, que nos chamávamos de Filamengo, Seu Domingos era um senhor de idade e se alegrava sempre com as nossas visitas.
Era então a maior farra! Nadávamos e pescávamos em um riacho que passava nos fundos do sitio e nos fartávamos com tantas frutas tais como: bananas, laranjas, abacaxis, jabuticaba...Mas principalmente goiabas, muitas goiabas e de qualidade especial.
Comíamos de tudo que achávamos pela frente, principalmente os peixes que pescávamos lá no riacho. Quando eu chegava em casa, minha mãe ficava preocupada pois, apesar de ter preparado um ótimo almoço, eu nem tocava na comida. “- Esse menino ainda vai ficar doente, quase não se alimenta.”
Também pudera...
As frutas eram conseguidas através de um ardil muito engraçado. Íamos sempre em grupos de mais de dez jovens e cada um enchia uma sacola de frutas que Seu Domingos contava e cobrava bem baratinho.
Então nós fazíamos o seguinte: Enquanto quase todos levavam as sacolas para ele ver, outros atravessavam a cerca com alguns sacos abarrotados de frutas .
Seu domingos não era nenhum bobo. Ele sabia de tudo. Apenas fingia ignorar, não ligava. Sem saber, nós o recompensávamos com nossa alegria que agitava aquele lugar tão tranqüilo e sossegado. Muito obrigado Seu Domingos, Dona Divina, Filamengo, que hoje são apenas boas lembranças que o tempo não conseguiu apagar...
O FUTEBOL EM SANTA RITA DE CASSIA
Como podem perceber, o dia-a-dia daquela turma era cheio de aventuras e agora irei narrar mais uma: axo q pode tirar essa frase. Muito dois pontos
Havia um lugarejo próximo ao nosso bairro, chamado Santa Rita de Cássia, que era habitado por muitas famílias oriundas do estado de Minas Gerais. Até hoje preservam seus costumes antigos, entre eles as festas Juninas que eram patrocinadas pela igreja Católica local.
Acontece que eu e o Carlim-Fumo éramos atletas do time de futebol do lugar e, numa daquelas festas, ocorreu algo interessante:
Era o final do campeonato e nos sagramos campeões em um jogo emocionante em todos os sentidos: Vencíamos o jogo pelo placar de 2x1 e o time adversário nos fustigava furiosamente já que, por ter feito melhor campanha, o empate lhe daria o titulo.
Faltando poucos minutos para o término do jogo, a bola vai à linha de fundo depois de um ataque fulminante dos adversários e foi ai que eu resolvi aprontar:
Atrás da nossa meta, passava a rua principal e, naquele momento, eu fui em busca da bola. Só que eu não tinha nenhuma pressa em devolvê-la ao jogo e vim lentamente caminhando com ela presa aos pés. O atacante do outro time partiu pra cima de mim furioso e foi driblado lá na rua mesmo por mim. Irado, veio em cima de novo e novamente foi driblado. A enorme torcida foi ao delírio, pois agora o show era lá na rua e tome dribles!
O arbitro deixou-se levar por aquela cena inusitada e só deu o apito final depois de muito tempo, quando o jogo terminou e começou a batalha campal (ou corporal?). Foi soco pra todo lado, pauladas, rasteiras e brigava todo mundo: homens mulheres e crianças e, por incrível que pareça, nem eu nem Carlim-fumo nos envolvemos na briga. Fomos saindo de fininho e corremos para a cachoeira a fim de nos banhar mos e nos trocarmos para a festa que lá perto da igreja já estava para começar .
Fomos recebidos como verdadeiros ídolos locais pois eu e meu amigo havíamos jogado bem e merecíamos o titulo de campeão. Aquela sessão de dribles lá no meio da rua era o comentário do dia e, por onde eu passasse, era cumprimentado por todos menos o Barbosinha(citar o nome antes) e claro que dizia a todos: -Na próxima eu pego ele...
Santa Rita de Cássia é hoje um grande centro produtor de hortaliças.
E O ÔNIBUS FOI PRO BREJO
Era o ultimo ônibus daquele dia, já passava das dez horas da noite e toda a turma já estava dentro do coletivo. O barulho era infernal, pois o Paulinho, meu irmão, que não jogara por estar machucado, havia levado muitas cornetinhas de plástico e distribuído a todos, afinal, éramos os campeões e estávamos ainda festejando.
O motorista a todo momento dava algumas freadas bruscas para que ficássemos quietos, mas que nada! Só fazia aumentar a bagunça.
De repente, o ônibus sai da estrada e lá vamos nós rolando ate o brejo lá em baixo. Felizmente não era muito alto, mas algumas pessoas se machucaram. Eu havia levado uma forte pancada na cabeça e, por alguns momentos, me vi totalmente ensangüentado, ainda mais que usava uma camisa branca.
Meu amigo João Gandaia, companheiro inseparável me tranqüilizou dizendo :
_Calma, Anésio, que isso ai é apenas barro vermelho...
Saímos do coletivo sinistrado e agora minha preocupação era ajudar a socorrer os feridos e saber o que havia acontecido com o motorista do ônibus. A empresa enviou o socorro, acionada pelo próprio motorista e, pouco depois, fomos enviados ao pronto-socorro. Depois de comprovar que não havíamos sofrido nenhum arranhão (machucado seriamente), fomos todos à delegacia para os exames de praxe e também para ouvir a bronca do Sr. delegado.
Capitulo 3
ZÉ MINEIRO, CABO ELEITORAL
Eu bem que avisei que iríamos falar novamente de nosso amigo.
Era época das eleições e, naquele tempo, embora ainda não pudéssemos votar, participávamos ativamente do processo eleitoral no apoio ao candidato de nossa simpatia, fazendo panfletagens, colocando faixas e cartazes até o dia das eleições quando fazíamos.
A famosa boca de urna .A figura mais importante da equipe de apoio era a do Cabo Eleitoral, pois ele coordenava a equipe...e sabem quem era o cabo eleitoral da nossa equipe? Ele mesmo: o Zé Mineiro!
Foi organizado um palanque, em frente a casa do nosso cabo eleitoral para um grande comício para o nosso candidato a prefeito da época, que era o engenheiro Barroso. O comício era uma festa! Tinha musica, queima de fogos e, sobre tudo, discursos. Havia também entre nós um cover do cantor Martinho da Vila que, para nós, era um verdadeiro Showman animando a festa. .
Enquanto prosseguia o comício de nosso candidato, algumas quadras à frente também estava acontecendo o comício do outro candidato. Como vivíamos o tempo da ditadura (a mesma que acabou com nossos parques públicos e nossos campos de futebol fechando ate mesmo os campos do Flamenguinho e Tamandaré), quando terminaram os dois comícios, começou a guerra: O serviço de alto falante do outro grupo passou a provocar o nosso pessoal. Uma vez que eles eram além de adversários políticos, moradores de outra parte do bairro que, por questão de demarcação de território, eram também nossos desafetos .
O pau quebrou definitivamente. Foi socos, pontapés e rasteiras pra tudo quanto era lado. Carlim- fumo que, como eu, adorava uma boa briga, não perdeu tempo e entrou firme na peleja. Depois de muito tempo, muito carro com os vidros estilhaçados e a pronta intervenção de Zé Mineiro que, munido de um megafone, conseguiu serenar os ânimos.
Quando a policia chegou já havíamos nos dispersado e, graças ao carisma de nosso líder, tudo acabou bem naquela noite .
VAMOS A LA PLAYA?
Zé Mineiro organizou uma excursão à praia de Muriqui e programou a saída para a manhã de domingo. Para acordar o pessoal, pasmem os senhores, houve uma queima de fogos que acabou acordando não só o pessoal da excursão, mas também todo o bairro.
Quem não ia ao passeio ficou uma fera, mas graças a esse inusitado despertador, o ônibus saiu na hora certa e lá fomos nós. Mesmo assim, Totonho, que até hoje é o maior dorminhoco, quase perde a condução.
Dentro do ônibus reinava a maior algazarra com muita batucada ao som de violão, pois em nosso grupo havia dois bons instrumentistas: João Gandaia e eu. O pior de tudo era que o Paulinho estava lá com as infernais cornetinhas. A musica que cantávamos era: Se este ônibus não virar, olê, eu chego lá...(vocês se lembram do desastre em Santa Rita de Cássia, né ?)...Havia também outro coro : Motorista,se eu fosse como tu...etc.
Chegamos cedo na praia e vejam só que vexame: Alguns fogos foram estocados, anunciando a chegada daquela turma que ali ia aprontar das suas...
Ao desembarcarmos do ônibus ouvimos as instruções: Tomem cuidado! Não abusem do perigo nem da bebida! O ônibus sairá as cinco em ponto!
Caímos na água e nos esbaldamos também na areia, aproveitando bastante a oportunidade. O aviso para não abusar da bebida não fora muito bem atendido, já que Totonho e Daniel passaram dos limites. O primeiro dormiu até a hora da saída do ônibus e Daniel quase morreu afogado. Foi assim:
A dupla havia ficado no ônibus dormindo enquanto nos divertíamos até que, lá pelas tantas, avistei, ao longe, algo boiando nas águas e sendo levado pela maré que, felizmente, era bem calma. Lili e eu fomos averiguar e não deu outra: Era o Daniel que, desacordado mas segurando em suas mãos a garrafa com o seu precioso liquido, felizmente foi salvo por nós e recolocado dentro do ônibus que agora ficaria trancado. (trancou o cara dentro do onibus??)
TURMA DO FINAL X TURMA DA IGREJINHA
A turma da igrejinha era a mesma que tomara parte no comício do outro candidato e também nossos desafetos por outros motivos, entre os quais, a rivalidade no campo das conquistas pois, assim como namorávamos as suas minas, eles também namoravam as nossas. Além do mais, eles eram metidos a ‘riquinhos’. Eram também melhor organizados socialmente pois pertenciam a um Grupo denominado JOC (Juventude Operaria Cristã) que era ligado a igreja católica. E eu não podia esquecer do clube Ipanema que, para não perder o costume, também era cenário de muita confusão entre as duas turmas rivais.
Não foi nenhuma casualidade encontrar com aquela turma na praia, pois a mesma era o reduto comum da cidade de Volta Redonda e Barra Mansa. Para nós, foi como um clássico regional e vocês não vão se surpreender se eu contar no que esse encontro deu: Polícia!
Caminhávamos pela orla da praia Jorge-Perereca, Lili, Paulo Cezar e eu quando encontramos Tim, Adelson e Cormario que estavam tentando organizar uma pelada na areia. Foi então que, esquecendo momentaneamente nossas diferenças, aceitamos participar do jogo. Foram formados os dois times e o clássico do bairro Retiro começou lá em Muriqui.
FINAL DO RETIRO X IGREJINHA não vejo necessidade de separar as 2 historias
O jogo estava animado e nosso time estava melhor naquele dia e logo marcou o primeiro gol num chute de Paulo Cezar. O segundo, numa arrancada de Lili, e assim, rapidamente, o terceiro através de um pênalti cobrado por mim.
O placar de 3 x 0 foi só o começo. O time deles não era tão ruim e logo marcou dois gols quase que instantaneamente. As disputas foram ficando mais ríspidas até que, numa entrada mais forte minha no Cormario, começou o entrevero e a turma do ‘deixa - disso’ tratou de apartar.
A partida continuava e, em volta do campo improvisado na areia, já havia um bom número de espectadores que vibravam a cada jogada ou qualquer disputa mais ríspida. Tomei uma bola do Adelson que era o melhor deles e parti célere para o gol.
Mas foi ai que notei algo estranho: Eu não recebera combate de ninguém e, quando dei por mim, a bulha estava formada lá atrás e o pau cantando. Quando o Tim correu para o meu lado, dei lhe um soco na cara e entrei no meio do bolo. Fiquei sabendo depois que ele queria apenas evitar que eu entrasse na briga que ele tentava separar.
A polícia chegou e os dois times foram para o distrito, o que nos valeu a bronca da autoridade: ”Vocês saem lá de Volta Redonda para brigarem aqui?! Quem é o responsável??” (neste momento lembrei-me do Tiririca quando pergunta “Quem é o cantô??”
Mais uma vez, Zé Mineiro teve que entrar em ação e molhar a mão da autoridade. Mas no fim tudo terminou bem. Às cinco horas em ponto nosso ônibus deixava a praia. O pedido de Zé Mineiro era uma ordem e não havia o que se discutir.
MOISES E A CRUZ
Moises subiu o monte e carregou a cruz? Como? Eu explico:
Estávamos assentado lá em frente ao nosso poit quando um jovem meio doidinho chamado Moisés senta-se ao nosso lado e fica durante um bom tempo contemplando uma cruz que fora colocada lá no alto de um morro pelo Dailton que, naquela época, fazia um trabalho religioso no bairro. Ele colocara várias cruzes de madeira naquele morro, representando a via sacra por um caminho feito por ele que levava até o cume do morro onde ergueu uma grande cruz que era vista lá embaixo, onde estávamos.
Na época da semana Santa, muita gente acompanhava em procissão aquele trajeto guiado por Dailton, que recebia pessoas de muitos lugares diferentes. Aquele evento anual já era tradição e até eu já havia participado algumas vezes, mas não era muito ligado nessas coisas e, por isso, Dailton me chamava de ateu naquela época.
Mas vamos aos fatos:
Moises olhava fixamente aquela cruz e falou naquele momento:
- Qualquer dia eu vou lá em cima e derrubo aquela cruz!
- Que nada! -Respondi- “O Dailton te mata!” –continuei, provocando Moisés que, dias antes, havia brigado com Dailton.
Foi o bastante pro maluco subir o morro, arrancar do lugar a cruz e carregá-la nos ombros até onde estávamos. Dailton ficou uma fera e partiu para cima de Moisés batendo e amaldiçoando-o.
Ninguém nunca se convenceu de que eu não tive nada a ver com aquele fato. “Isso foi idéia daquele ateu” - dizia Daílton...
Vamos ao maracanã?
Como eu disse anteriormente, nossa turma era muito família, ou seja, era composta basicamente por irmãos: a dupla Carlim-Fumo e Paulo Cezar, o quarteto Jorge, Lili, Venina e Nilzete e o trio formado por Paulinho, Regina e eu (somos quatro ao todo, mas nossa irmã mais velha já era casada e, portanto, não fazia parte da turma).
Sempre fomos muito unidos e juntos aprontávamos muito. Um dia, fomos assistir ao clássico Fluminense x Vasco imprensados naquele Carmanghuia que, habitualmente, transportava apenas meu cunhado Fabio e minha irmã Regina. Aquelas sardinhas em conservas estavam melhor acomodadas do que eu e Paulinho que, com as pernas encolhidas, viajávamos no banco traseiro.
Meus irmãos e meu cunhado eram tricolores e suportavam numa boa aquele sacrifício. Mas o pior estava por vir:
Na descida da serra, o carro dá um defeito e pára. Meu cunhado desce e vai verificar :
“Não vai dar! A bomba de gasolina pifou. Só trocando mesmo...”
Vejam bem, quase na hora do jogo e ali naquele lugar, em pleno Domingo, ninguém merece. Alguém se aproxima e dá o endereço de um mecânico e quanto a peça que teria de ser substituída . “Vamos dar um jeito”- disse o homem.
Com o radio ligado na emissora tupi, ouvimos que o jogo ia começar e o mecânico ali, tentando consertar o carro enquanto nos esticávamos as pernas doloridas. Ao término do primeiro tempo, desistimos de ir ver o jogo e voltamos de ônibus para casa.
Imagine só: sairmos de casa para ouvir o clássico pelo radio. Ninguém merece...
ZÉ MINEIRO E O BURRRÃO
Esta historia ia ser contada logo no principio do livro, mas achei melhor narrá-la agora para não cansar e desgastar esta figura tão querida:
Zé Mineiro gabava-se de, na sua mocidade, ter sido ótimo peão amansador de burros nas fazendas que trabalhou em Minas Gerais, Mato Grosso e até em Goiás.
Nós ouvíamos, embevecidos, aquelas historias principalmente pela maneira que eram narradas .
Ate que um belo dia, o profundo conhecedor de animais recebeu a visita de um cigano montado em um belíssimo animal. Era um burro muito bem arriado e enfeitado, que causou, à primeira vista, grande admiração em todos nós .
Mas quem entendia de animais era Zé Mineiro, pra rimar peão e boiadeiro.
O cigano convidou-o para dar um repasso no magnífico animal e lá se foi o peão em disparada, tirando até faíscas no asfalto, sumindo no fim da estrada.
Quando ele retornou, fez com que o animal empinasse demonstrando grande habilidade sobre a cela.
O cigano então fez a proposta: “Gostou do animal? E uma maravilha não e mesmo?”
Negociaram ali mesmo o animal e o cigano foi embora, enquanto todos nós admirávamos a magnífica aquisição .
Já era bem tarde e fomos dormir e sonhar com aquele lindo animal .
No dia seguinte, than, than, than, than!:
Chovera toda aquela noite e o animal ficara amarrado do lado de fora da cerca, ficando todo molhado e desbotado. Quando Zé Mineiro foi ver o pobre animal quase teve um troço:
Nada mais restava daquele lindo animal, amarrado à cerca estava um tremendo pangaré que não tinha nada a ver com o magnífico burro .
Era o mesmo, mas a chuva havia tirado a maquiagem e assim Zé Mineiro foi logrado. Quanto ao cigano, dou um doce para quem souber seu paradeiro.
Nosso amigo não se deixou abater pela gozação da qual se tornou vitima e, assim, o pangaré se transformou no nosso amigo Burrrão. Sim, era desta maneira que nós o batizamos: Burrrão!
O Burrrão vagava pelas ruas com seu passo cansado ate à noite, quando era recolhido a um
Paiol, onde se abrigava. Quando ele não voltava para casa, Zé Mineiro perguntava . Alguém viu o meu Burrrão?
Quando alguém o encontrava, logo o conduzia até a casa do seu dono. No fundo, o Burrrão era de todos nós até que um dia ele sumiu pela estrada.
“Alguém viu o Burrrão por ai??” Nada! Até que, depois de muitos dias, Jorge-Perereca saiu com essa:
“Seu Zé, encontrei o Burrrão!”
“Onde??” - perguntamos todos ansiosos:
“Lá no rio Paraíba. Ele estava nadando de um jeito muito especial (ou estranho?).”
“Como assim jeito especial?” - perguntamos todos bem aflitos.
“Tava nadando lá no rio com as quatro patas para cima”- respondeu.
“O meu Burrrão morreu???” - Perguntou Zé mineiro, desesperado.
E assim acabou o nosso Burrrão...
CAPITULO 4 FIGURAS PITORESCAS
TADEU
Chamava-se José Tadeu de Paula. Infelizmente, tenho que dizer que este querido e dileto amigo veio a falecer bem antes que eu sequer pensasse em escrever este livro .
Estávamos todos reunidos agora em nosso novo poit: O bar do Pedrinho. E enquanto bebericava uma Coca Cola, conversando com nossos amigos a respeito dos planos para o sábado que se aproximava:
“Gente, onde ‘nois’ dança? -falou Totonho. Edson, encostado no balcão enquanto fumava o seu cigarro, respondeu: “Eu sei de um lance ai. Fui convidado para um baile lá no conforto.”
Sempre que isso acontecia, o convite era extensivo a toda a turma e ai de quem não participasse o fato: a bronca seria geral! Mas isso nunca acontecia.
Já passava das seis horas da tarde e o papo transcorria na mais perfeita paz e harmonia...até que um grito se ouviu ao longe:
“Vasco! ///Hurra!!/// Quem é o bom da boca do final?? Vasco!!///Hurra!!! /// .”
Pronto! Acabou a tranqüilidade. O dono daqueles gritos não poderia ser outro: Tadeu!
Trabalhava a semana inteira e era serviço bem pesado lá no S.A.A.E. Durante toda a semana, era bem calmo e pacato. Além do mais, era de pouca conversa. No futebol, fazia o meio de campo de nosso time e era considerado um bom jogador. Seus passes eram sempre endereçados a mim e muitos dos gols que marquei era ele que me descobria livre entre os beques adversários.
Tadeu era uma figura, dominava a bola no meio de campo e de primeira lançava: “Vai em cima, cambada! Faz, Anésio!”
Assim era nosso saudoso amigo, sempre muito educado.
Mas quando chegava a sexta-feira, ele saia do serviço e com seus colegas de trabalho e enchia a cara. Era este o seu único vicio. E era assim que ele chegava no bairro.
Quando isso acontecia, ele se transformava. Aquele rapaz calmo e educado dava lugar ao pior bêbado que já aturamos. E o pior era que ele sempre aprontava, arrumando brigas (pois agora ele também era muito valente), desrespeitava as pessoas e até as agredia .(Acho q pode tirar isso. Já tá denegrindo muito a imagem dele e isso pode ser constrangedor para as filhas dele) Como em uma vez quando ele deu uma paulada na cabeça do Aílton, que havia feito uma covardia com ele. Foi assim:
Ailton estava bastante embriagado e, junto com seu irmão Helvécio, cismaram de dar um banho de (pasmem os senhores) álcool no Tadeu. Isso só não ocorreu porque eu prontamente intervi e o tirei de lá.
No outro dia, ele ficou sabendo; esperou o Ailtom e deu-lhe a paulada.
“Aêe Lima Duarte, sô!” (Lima Duarte era o nome que ele dava ao porrete que trazia consigo).
Se por acaso estivéssemos em um baile e ele descobrisse, era o maior sufoco. Assim foi num dia de baile na casa do seu Paulo, um amigo de seu pai e conterrâneo lá de Lima Duarte. Vejam o que ele aprontou:
O baile estava animado e todos nós divertíamos bastante. Tudo ia bem até que ele chegou. Chamou uma jovem para dançar e esta, que já conhecia a fama dele, ficou com medo, mas, para não arrumar confusão, aceitou a dança.
Ston.ton,ton, ston,tom tom fazia ele com a boca e, levantando lateralmente ora o pé direito ora o esquerdo, rodopiava pela sala da casa do seu Paulo. O mais engraçado foi que, ao chegarmos, Seu Paulo perguntou por ele e o Gaspar, que era seu irmão, disse que Tadeu estava maneirando na bebida. Eu quase soltei uma boa gargalhada naquela hora. Se Seu Paulo visse como o tínhamos deixado lá na praça do final do Retiro...
Infelizmente ele não durou ate ver a sua historia neste livro. Depois de uma fatalidade ocasionada pela bebida, ele foi definhando ate que morreu tuberculoso.axo q pode tirar isso Tb Nossa ultima conversa foi no dia anterior a sua morte.
Saudade, querido amigo. Vascooo!! Quem era o bom da boca do final ??
TOTONHO E EDSON
Que dupla formavam aqueles dois! Totonho, um mulato alto e forte que sempre gostou de se vestir de uma forma que eu diria um pouco espalhafatosa. Naquela época, estava em moda as tais Pantalonas e ele competia principalmente com o Edson: Quem iria varrer a rua...ops, melhor dizendo, quem usaria a boca da calça mais larga?? Desta competição, participavam apenas Totonho, Edson e Eli-Sujismundo. O restante da turma não era muito ligado nessas coisas, não.
Edson era a outra parte daquela dupla que sempre nos divertia aprontando todas com nosso amigo. Muito gozador, fazia de todos nos vítimas da sua língua felina. Mas não ficava só nisso não...
Certa vez, Totonho fez um passeio à cidade de Lima Duarte e, quando voltou, trouxe consigo o retrato da sua ultima conquista. A foto mostrava uma moça muito bonita e bem vestida que, segundo nosso amigo, chamava-se Elza e era filha de fazendeiro. Ela era também a professora do pequeno lugarejo chamado Arraial dos Lopes.
Aquela foto foi passada de mão em mão como um troféu pelo nosso amigo, todo orgulhoso. Antonio e Roberto, que estavam com ele e eram antigos moradores do lugar, confirmavam tudo o que Totonho dizia.
Mas a mentira sempre teve pernas curtas (mas ele mentiu em que?? Ele adulterou a foto??) e foi assim que, numa manhã de domingo, quando todos nós estávamos ouvindo musica e conversando em frente ao caminho que levava à casa do Totonho, uma jovem se aproximou e perguntou se conhecíamos Antonio Jose Gonçalves (que para todos nós não era outro senão nosso amigo Totonho).
Quando a jovem nos informou ser lá de Lima Duarte, entendemos tudo: A única verdade era que realmente seu nome era Elza, mas seu rosto e seu aspecto não tinha nada a ver com aquele retrato. Edson conduziu a jovem até a casa de nosso amigo, deixando nos ali com aquela decepção. Totonho ia ver só!...
Passaram se mais ou menos uma hora quando os três retornaram e o nosso amigo apresentou sua namorada, agora em carne e osso.
Bonitinho, que estava conosco e que perdia um amigo mas não perdia a piada, lançou essa: (ele falou de graça ou na inocência??)
“Totonho, sua namorada não é aquela do retrato, não?”
“Claro que é. Por quê?”
“Não, não. Você está enganado! Ela não tem nada a ver com aquela fotografia.”
Todos caíram na gargalhada enquanto Totonho soltava chispas de fogo pelos olhos. Não que abusássemos daquela jovem que nada estava entendendo, mas sim de nosso amigo pra deixar de ser cascateiro e mentiroso.
O namoro dos dois continuou firme por muito tempo ate que Edson resolveu aprontar:
Totonho não era nenhum analfabeto, mas achava que Edson poderia escrever palavras mais bonitas, já que ele era um grande galanteador e também muito conquistador. Durante um bom tempo ele escreveu cartas em nome de Totonho, até que um dia aconteceu o seguinte:
Eu estava assentado no banco da praça, ao lado do ponto do ônibus, quando Totonho desembarcou e veio furioso ao meu encontro: “Cadê aquele safado do Edson?? Vou arrebentar a cara dele!”
Foi então que fiquei sabendo: Na ultima carta, Edson inventou que Totonho era mau elemento, não gostava de trabalhar e, além disso, morava com uma menina em nossa cidade. Como se não bastasse, Edson se declarou apaixonado pela garota, dizendo que, em breve, iria visita-lá pois era ele quem escrevia aquelas cartas que ela tanto gostava.
Era um verdadeiro canalha nosso amigo Edson. Totonho viveu uma terrível situação junto a família da moça, pois o pai e os irmãos dela por pouco não lhe deram uma boa sova naquele dia. (mas a moça e a família não eram de Lima Duarte??) (..que tal ‘em sua ultima viagem’?)
E vamos ao encontro dos dois amigos, agora, desafetos:
Edson possuía muita lábia e, aos poucos, foi domando a fera: “Sabe Totonho, tudo foi apenas uma brincadeira. Eu não esperava que isso acontecesse. Além do mais, eu não poderia saber que você iria lá por estes dias. Não deu tempo de desfazer a brincadeira, pois você chegou bem antes.”
Aos pouco Totonho foi se acalmando e, pouco depois, os dois já planejavam aprontar uma para o Bonitinho. Ele teria que pagar aquela do retrato!
(Totonho continuou com a namorada ou não??)
Aquela dupla era, de fato, única. E nunca houve outra igual naquela turma.
Bem amigos, como dizem, o que é bom dura pouco e já estamos chegando ao final deste livro. Enfim vocês irão entender a razão que me levou a dar-lhe este titulo.
CAPITULO FINAL
Morreu alguém ai?
Quando alguém tiver em mãos este trabalho, com certeza há de estranhar o titulo deste livro. Mas, à medida que forem lendo e vivendo comigo esta historia, hão de entendê- lo perfeitamente.
Tenho a mais absoluta certeza que irão viver comigo esta historia pelo seguinte: eu irei doar a cada um de vocês meus amigos Totonho, Carlim-Fumo, Lili, Paulo César e, principalmente, ao Caramba.(Isso é prefácio de livro)
Zé mineiro planejara a última excursão e todos nós estávamos envolvidos nos preparativos: venda de passagens, aluguel de ônibus e tudo o mais. A casa de Zé mineiro era só animação e, entre um causo e outro, vivíamos a expectativa de um fim de semana maravilhoso.
Em fim chegou o grande dia!
O ônibus estava lotado e todos aguardávamos, ansiosos, a partida e, conforme dita a tradição, fomos despertados naquela manhã pelos famosos rojões que já eram comuns em nossas excursões. Nem preciso repetir que quem não ia à excursão acordava furioso àquela hora.
Partiu o ônibus e a batucada começou. No trajeto, a musica era esta: “Motorista, se eu fosse como tu, tirava o pé do freio e corria pra chuchu”... além de outros sucessos da época.
Chegamos, enfim, e ouvimos as mesmas instruções de sempre. Logo após, caímos na água que estava uma delicia e ficamos um bom tempo curtindo aquelas ondas.
Quando deu fome, repartimos a comida que, como autênticos farofeiros, havíamos levado: Frango assado, farofa,carne assada e muitos sanduíches regados a Coca Cola e algumas cervejas.
Depois do almoço, fomos passear na orla da praia e ver as minas que eram muitas àquela hora do dia, que estava magnífico. Após o itinerário da orla, voltamos todos para a água e lá ficamos até o pôr do sol.
O dia estava terminando e até aquele momento tudo era só alegria. Mas o pior estava por vir...
Chegou a hora do retorno e todos se dirigiram para as proximidades do ônibus como fora previamente combinado. Zé mineiro faz a conferência,chamando os nomes um a um. Quase todos estão presentes menos um: o Caramba! “Onde está esse menino, gente??” – perguntava, aflito, Zé Mineiro.
As horas foram se passando e nada. Preocupados, saímos a sua procura. Aos poucos, fomos tomando consciência do ocorrido: Nosso amigo estava desaparecido!
Entramos todos no ônibus para aquele difícil regresso enquanto um véu de tristeza e preocupação caía sobre nós: O que fazer naquele momento tão difícil para todos??
Zé Mineiro conduziu o ônibus até o posto do Salvamar e tomou as providências cabíveis enquanto nós retornávamos cabisbaixos tristes. Gente, o que passamos no interior daquele ônibus não desejo ao pior inimigo se, por acaso, tiver algum.
A nossa chegada já estava sendo aguardada com muita ansiedade, pois não sei como a terrível noticia nos precedeu naquele dia. E agora? Quem daria a noticia aos pais de Caramba??
Seu Ferreira era um homem muito tranqüilo, motorista da prefeitura há muitos anos e, segundo ele,
jamais havia se envolvido em algum acidente de trânsito. Também pudera; Quem dirigia daquela maneira seria quase impossível se envolver num acidente. Pra se ter uma idéia, quando íamos para a escola e ele nos oferecia carona, sempre arrumávamos um jeito de recusar, pois poderíamos chegar atrasados aquele dia.
Assim era o pai de nosso amigo que, naquele momento tão difícil, sabia apenas repetir: “E agora? Quem vai dar conta do meu Ricardo? Onde está meu filho?” Neste momento pude perceber que existem certas pessoas que possuem grande controle emocional.
A Regina, irmã de nosso amigo, não duvidou nem por um momento que ele ia voltar para casa. Ainda que todas as circunstâncias nos dissessem o contrario.
Aquela noite foi de vigília para nós. No dia seguinte, bem cedo, era grande o movimento em nossa rua e em ambas as casas: tanto a de Zé Mineiro como a do Caramba, já que ficavam uma de frente para a outra. A comunicação era muito difícil pois, naquela época, o telefone ainda não havia chegado em nossas casas. Enquanto Zé mineiro, lá no Rio de Janeiro, passava um mau pedaço, nós aqui, em Volta Redonda, sofríamos ansiosamente e aguardávamos a chegada do corpo de nosso querido amigo.
Já passava das três da tarde; Eu, Carlim-Fumo e outros estávamos assentados no banco da praça e comentávamos o trágico desaparecimento de nosso amigo quando de repente, Carlim-Fumo, que era negro, ficou quase branco e, com os olhos arregalados, fitava um ponto qualquer da estrada que desembocava na praça do ponto final do ônibus. Ficou rígido e estático e sua boca tentava pronunciar algo incompreensível a todos nós.
Foi assim que, logo aquele negro tão medroso, pôde ver o que, até mesmo para nós, seria uma autentica assombração.
Sim, meus amigos. Lá estava ele, vestido com uma roupa estranha que, com certeza não era a dele: O famoso, o único, o nosso amigo Caramba!!
Quando ele se aproximou e viu aquela multidão na rua e em sua casa, pronunciou, naquele momento, a célebre frase que deu origem ao titulo deste livro:
“MORREU ALGUEM AI?? O que esta havendo aqui??”
Segundo ele, o que aconteceu foi o seguinte: O maluco e irresponsável encontrou-se com seus primos que moravam em Bangu e foi com eles ate lá para depois voltar de ônibus para casa.
Naquele instante ele quase foi linchado ali mesmo por todos nós.
Zé Mineiro, que fora avisado, retornou aliviado e logo relatava para nós tudo que havia sofrido lá no Salvamar até receber aquele telefonema.
Bem amigos, antes de chegarmos ao final desse livro, eu não poderia deixar de narrar o grande encontro, pós-reaparecimento, de Caramba e Zé Mineiro:
CARAMBA X ZÉ MINEIRO
Zé Mineiro chegou em casa muito cansado e aborrecido com a irresponsabilidade do caramba. Comentava com seus filhos: “Vocês nem imaginam o que eu passei lá no Rio de Janeiro. Querem saber de uma coisa? Depois desta eu não vou mais organizar nenhuma excursão! Além do mais, eu nem quero ver aquele maluco na minha frente!”
Zé mineiro foi dormir aquela noite, ou melhor, tentar dormir já que, segundo ele próprio em relato posterior, tivera muitos pesadelos naquela noite. Acordou um pouco mais tarde e as visitas foram chegando para dar apoio moral ao nosso amigo.
“E ai seu Zé, já está mais tranqüilo?” - Perguntou Jorge-Perereca
“Graças a Deus, sim. Mas eu custei a dormir e tive muitos pesadelos. Também, quem poderia imaginar uma maluquice dessa? Se eu pego esse infeliz de jeito, não sei não...”
Por incrível que possa parecer, quem acaba de chegar? Ele mesmo: o Caramba! Com as mãos para trás, colocou a cabeça no vão da porta que estava entreaberta e falou:
“Com licença seu Zé, posso entrar?”
Zé Mineiro olha incrédulo para aquela figura e seus olhos giram de um lado para o outro sem saber o que dizer. Enquanto em todos nós reina a maior expectativa.
Caramba dá as suas explicações, mas como convencer a todos nos e, principalmente, Zé mineiro que comera o pão que o diabo amassou lá no Rio de Janeiro?
Mas aos poucos os ânimos foram se acalmando e logo todos conversávamos alegremente. Toda aquela raiva havia se dissipado e Zé mineiro comentava:
“Foi melhor assim! Felizmente esse porcaria está vivo e hoje não vai sair daqui nenhum enterro.”
Será? Quando tudo parecia serenado e explicado vejam só o que o louco do Caramba aprontou: Chamou Zé mineiro num canto e falou o seguinte (não, eu sei que vocês não irão acreditar, mas que ele falou, isso falou):
“Seu Zé, eu queria dizer para o senhor que como eu paguei vinte cruzeiros pela passagem e não voltei no ônibus o senhor me deveria devolver a metade do dinheiro.”
Não acreditamos no que acabamos de ouvir! Mais ainda Zé Mineiro, que respondeu furioso:
“Eu vou e quebrar sua cara, seu safado!!” E foi em cima do Caramba com toda a vontade. Se a gente não segura, o enterro do Caramba teria sido apenas adiado pela mudança de motivo de sua morte.
Mas Zé Mineiro era um grande homem e logo já estava rindo e contando outra de suas historias que muito nos alegravam: “Uma vez, lá em Goiás, aconteceu o seguinte...”
Totonho então falou: “Pronto, começou tudo de novo! Seu Zé, já pensou quando o senhor contar para os outros a historia do Caramba?” Foi aí que, naquele momento, pensei: “Um dia escrevo esta historia...”
Bem amigos, e essa foi a nossa historia. A historia de um grupo de jovens que não precisava usar nenhum tipo de droga ilícita e muito menos gastar tanto dinheiro para se divertir. Infelizmente, hoje os tempos são outros e outros são os valores considerados pela juventude atual.
Meu desejo ao escrever este livro é para que todos nós que convivemos aqueles momentos inesquecíveis pudéssemos relembrar ao lado de nossos filhos um dia. Quem sabe como Zé Mineiro, na varanda de nossas casas, cercados pelos nossos próprios filhos.
Um dia tudo isso se acabou. Zé mineiro se mudou E POUCOS ANOS DEPOIS VEIO A FALECER, mas deixou em nós toda a saudade e aquela turma se dispersou pelos caminhos da vida. O local por nós denominado FINAL DO RETIRO, nunca mais foi o mesmo, embora ainda hoje exista ali uma bela praça onde todos deveríamos nos reunir para lembrarmos dos velhos tempos que não voltarão jamais...
Fim
Assinar:
Comentários (Atom)