quarta-feira, 28 de novembro de 2012
INDIOS E MOCINHOS
Qual foi a maior batalha entre índios e o Exército americano no Velho Oeste?
Existem controvérsias, mas uma das maiores - e certamente a mais famosa - foi a batalha de Little Big Horn ("Pequeno Grande Chifre"), travada em 1876 na região onde hoje fica o estado de Montana, nos Estados Unidos. No conflito, morreram cerca de 40 índios e 240 soldados americanos, entre eles o famoso tenente-coronel George Armstrong Custer - a patente de general, com a qual Custer ficaria conhecido, era apenas temporária e só durou até o fim da Guerra Civil Americana (1861-1865). As disputas entre nativos e brancos explodiram no início do século 19, com a expansão colonial em direção ao chamado Oeste Longínquo, ou Far West, em inglês.
Nessa época, missionários, caçadores de peles, agricultores e militares se aventuraram pela região, invadindo terras que originalmente pertenciam aos índios. "Essas invasões, combinadas com o avanço das ferrovias pelas áreas das tribos e com a eliminação das manadas de búfalos que garantiam a sobrevivência dos nativos, causaram um enorme levante das tribos sioux e cheyenne, que se juntaram para formar a maior força de guerreiros do continente", afirma o historiador britânico John MacDonald, autor do livro Great Battlefields of the World ("Grandes Campos de Batalha do Mundo"). Com a descoberta de ouro na Califórnia, em 1848, uma nova onda de colonos migrou para o oeste, aumentando o número de conflitos. Pressionado, o governo americano decidiu confinar as maiores tribos em reservas e mandar tropas do Exército para obrigá-las a permanecer por lá. Uma dessas unidades era a Sétima Cavalaria, que tinha uma coluna comandada pelo "general" Custer.
No dia 25 de junho de 1876, o oficial e seus homens encontraram perto do rio Little Big Horn um grande acampamento indígena, liderado pelos chefes Touro Sentado e Cavalo Louco. Subestimando o número de inimigos, Custer ordenou o ataque. Mais numerosos e bem armados, os nativos aniquilaram os soldados. O morticínio, claro, enfureceu o governo, que enviou mais tropas para a região, obrigando as nações indígenas a se renderem. Todas elas desapareceram ou perderam sua riqueza cultural original.
A MAIOR BATALHA DAS AMERICAS
Qual foi a maior batalha do continente americano?
A FERRENHA BATALHA DE CHANCELLORSVILLE
O conflito que envolveu mais pessoas no continente - 195 mil - rolou na Guerra Civil Americana. Entre 1º e 3 de maio de 1863, 134 mil combatentes dos estados do norte enfrentaram 61 mil separatistas do sul em Chancellorsville, Virgínia. Vitória dos sulistas. Ao menos nessa batalha - ao final da Guerra Civil, os nortistas da União saíram vencedores
INFANTARIA PACIENTE
Para cada tiro, era preciso desembrulhar um cartucho, despejar e socar pólvora no cano antes de carregar o projétil. Os sortudos que não fossem baleados durante a recarga podiam acoplar uma baioneta no rifle para espetar inimigos próximos
CRAQUES DA ARTILHARIA
Os primeiros ataques costumavam partir de canhões capazes de atingir alvos a quase 2 km de distância. Embora os tiros não fossem lá tão precisos, os confederados acertaram um disparo precioso contra um alojamento da União, ferindo e abalando o líder inimigo, o general Joseph Hooker
VÍTIMAS DA MODA
Os soldados da União, uniformizados de azul escuro, eram mais bem equipados do que os confederados, que lutavam até com roupas comuns, na falta do uniforme cinza. Apenas a cartucheira de couro recheada com balas e pólvora para carregar rifles e revólveres era indispensável
CAVALARIA BEM ARMADA
Do alto das selas, os cavaleiros tinham uma visão privilegiada e podiam explorar o terreno locomovendo-se rapidamente de um flanco a outro das linhas de combate.Levavam sabre, revólver e uma carabina a tiracolo
CONFEDERADOS DO SUL
Os estados do sul, mais agrícolas e conservadores, defendiam a escravidão e queriam se separar da União Presidente Jefferson Davis Capital Richmond, Virginia
PERDAS E DANOS
Houve empate técnico em número de mortos (mais de 3 200, no total), mas a União teve mais soldados feridos e capturados (15 mil contra 10 mil). Os confederados tiveram uma perda de peso: o general Thomas Jackson
RITMO DE GUERRA
Assim como em nosso Carnaval, a bateria conduzia a evolução de blocos na batalha. Diferentes tipos de batida nos tambores - geralmente tocados por garotos - indicavam o posicionamento e as ações designadas para as tropas durante combates e situações cotidianas
terça-feira, 27 de novembro de 2012
JUVENIL DO FOGAO ATROPELA
Enquanto parte do grupo juvenil disputará no Sul o Campeonato Brasileiro Sub-17, outra fatia do elenco sub-17 já brilha na região. Pelo Avaí International CUP, o Botafogo comandado pelo auxiliar técnico França venceu bem os marroquinos do Mohamed VI em sua estreia na competição internacional. Os gols do Fogão foram marcados por Daniel, Allan e Gorne (duas vezes).
CONVOCADOS SEL SUB 20
Força da base
Tamanho da letra
Crias do Botafogo, Dória e Jadson são convocados para a Seleção Sub-20. Bruno Mendes também é chamado
Dória e Jadson: dupla oriunda da base (AGIF / BFR)
Cada vez mais forte, a base do Botafogo não para de colher frutos do excelente trabalho desenvolvido. Nesta segunda-feira, Dória e Jadson foram convocados para a Seleção Brasileira sub-20. Além deles, Bruno Mendes também foi chamado devido às atuações de destaque no clube. Parabéns aos jogadores e boa sorte.
A delegação brasileira se apresenta no dia 10 de dezembro na Granja Comary, em Teresópolis, para iniciar o período de preparação para o Sul-Americano. Dos 27 jogadores convocados pelo técnico Emerson Ávila, 22 irão em busca do quarto título consecutivo na competição, que dá vaga no Mundial da categoria.
domingo, 25 de novembro de 2012
CRONICA DE Anesio Silva
NOSSO FUTEBOL
(Cronica de Anesio Silva)
Ouço diariamente,muitos comentários sobre o nosso futebol.Muita gente sempre tem sugerido inumeras soluções.Ouço dizer que temos que adaptar o nosso calendário ao europeu,que tem que melhorar a parte financeira que devemos jogar como eles,sem centro avante e etc.
Já que tanta gente opina sobre o assunto aqui vai a minha sugestão:
No campeonato carioca por exemplo,poderia ser disputado pelo menos a taça Guanabara no inicio da temporada com as equipes oriundas da base.formando na competição a equipe que iria disputar o Campeonato Brasileiro,acrescida dos profissionais que fariam a sua preparação excurcionando pelo Brasil ou pelo exterior.
Mais isso os empresários que as vezes são os próprios treinadores que infestam os clubes não permitem,pois assim ficaria inviável aos treinadores empresários,colocar nos clubes os seus refugos,seus pernas de paus.Eu não sou o dono da verdade,mais alguma coisa poderia ser aproveitada em minha sugestão.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
a verdade sobre zumbi dos paumares
“Zumbi tinha escravos”, afirma livro
Marcel Verrumo 22 de novembro de 2012
“Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo”, escreveu o jornalista Leandro Narloch em “Guia politicamente incorreto da História do Brasil”.
A tese, que coloca em xeque a figura do herói nacional que liderava a supostamente igualitária comunidade de Palmares, na qual negros eram livres ainda no Brasil colônia, é polêmica. Mas Narloch tenta mostrar que se trata de um dado óbvio, afinal, segundo ele, Zumbi – que pode ter se chamado Zambi – viveu no século 17, época em que era comum um líder ter escravos, sobretudo um líder de um povo africano. Além do mais, a noção de que todos deveriam ser tratados da mesma maneira, que surge no final do século 19 na Europa, parece – de acordo com o livro – não estar presente na mata do Alagoas quase um século e meio antes.
O jornalista explica que, em Palmares, eram livres apenas os negros que optaram por viver no quilombo. Escravos capturados pelos moradores de Palmares em tribos vizinhas permaneciam escravos. “Os escravos que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar aos Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos”, afirma Edison Carneiro no livro “O Quilombo dos Palmares”, de 1947.
Finalmente, Narloch afirma que a imagem do líder Zumbi e a de Palmares, como são conhecidas hoje – e que talvez não correspondam ao real-, são representações surgidas em 1950-1960 e construídas por historiadores marxistas como Décio Freitas, Joel Rufino dos Santos e Clóvis Moura.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
SUB 17 DO BOTAFOGO
Para conquistar o Brasil
Tamanho da letra
Na preparação para o Brasileiro sub-17, juvenil vence o Tigres por 2 a 0 em jogo-treino
Juvenil do Fogão já mira o Campeonato Brasileiro Sub-17. (Crédito: BFR)
Passado os festejos da conquista da Guilherme Embry, o juvenil do Fogão já se prepara para alçar vôos mais altos na temporada 2012. A equipe comandada por Anthoni Santoro iniciou sua preparação para o 1º Campeonato Brasileiro da categoria, que acontecerá de 27 de novembro a 9 de dezembro. No jogo-treino diante do Tigres, vitória por 2 a 0 na casa do rival, com gols marcados por Jhonson e Paulo.
O treinador Anthoni Santoro falou sobre o bom desempenho da equipe e destacou a versatilidade de seus comandados.
"Foi um bom teste, pois todos aturam por bastante tempo. Contamos com o retorno de alguns atletas que estavam lesionados e pude notar a versatilidade deles em outras posições. Disputaremos uma competição de tiro curto e como contarei com apenas 18 atletas, este aspecto é importante”, falou o treinador.
Com pouco tempo antes do inicio da competição, o treinador colocou a temporada como o maior teste para a competição nacional.
"Não pretendemos realizar muitos amistosos de forma mais efetiva para evitar lesões no grupo. Teremos um amistoso contra a Seleção Brasileira Sub-17 terça-feira (20), o que será nosso maior teste. Tivemos muitos jogos na temporada, somente no Campeonato Carioca atuamos no mínimo em trinta oportunidades, sem contar com os jogos da Guilherme Embry. Estamos ajustando alguns detalhes e acertando o que nos faltou para que possamos estar inteiros para a competição", destacou Anthoni.
Atento a possíveis lesões no elenco, Anthoni Santoro conta com o trabalho do preparador físico Fellipe Capella como trunfo para não ter surpresas inesperadas.
“Realizamos um controle de carga nos treinamentos junto com o preparador físico Felippe Capella, isto é fundamental para que possamos ir de forma mais leve para a competição", finalizou o treinador Anthoni Santoro.
A competição organizada pela FGF (Federação gaúcha de Futebol) conta com 18 equipes da Série A confirmadas e não contará com as ausências de Vasco e Atlético Goianiense. A organização do Torneio ainda divulgará a tabela de jogos, sedes e locais das partidas.
Confira a lista de equipes confirmadas:
Atlético-MG
Bahia
Botafogo
Coritiba
Corinthians
Cruzeiro
Flamengo
Fluminense
Figueirense
Ponte Preta
Portuguesa
Grêmio
Náutico
Palmeiras
Santos
São Paulo
Inter
Sport
Marcos Silva
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
BRUNO MENDES O CRAQUE DO FOGAO
Bruno Mendes está entre os 101 melhores jovens jogadores
Em lista do site "101 great goals", atacante está junto de nomes como Neymar e Oscar, líderes da Seleção Brasileira
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A AIDS
Como surgiu a aids?
Ela surgiu a partir de um vírus chamado SIV, encontrado no sistema imunológico dos chimpanzés e do macaco-verde africano. Apesar de não deixar esses animais doentes, o SIV é um vírus altamente mutante, que teria dado origem ao HIV, o vírus da aids. O SIV presente no macaco-verde teria criado o HIV2, uma versão menos agressiva, que demora mais tempo para provocar a aids. Já os chimpanzés deram origem ao HIV1, a forma mais mortal do vírus. "É provável que a transmissão para o ser humano, tanto do HIV1 como do HIV2, aconteceu em tribos da África central que caçavam ou domesticavam chimpanzés e macacos-verdes", diz o infectologista Jacyr Pasternak, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Não há consenso sobre a data das primeiras transmissões. O mais provável, porém, é que tenham acontecido por volta de 1930. Nas décadas seguintes, a doença teria permanecido restrita a pequenos grupos e tribos da África central, na região ao sul do deserto do Saara.
Nas décadas de 60 e 70, durante as guerras de independência, a entrada de mercenários no continente começou a espalhar a aids pelo mundo. Haitianos levados para trabalhar no antigo Congo Belga (hoje República Democrática do Congo) também ajudaram a levar a doença para outros países. "Entre 1960 e 1980 surgiram diversos casos de doenças que ninguém sabia explicar, com os pacientes geralmente apresentando sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer, e pneumonia", diz a epidemiologista Cássia Buchalla, da Universidade de São Paulo (USP). A aids só foi finalmente identificada em 1981. Hoje, calcula-se que existam mais de 40 milhões de pessoas infectadas no mundo.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O SOLDADO DESCONHECIDO
Depois do fim da Grande Guerra (1914-1918), emergiu em diversos países a ideia de render homenagem aos soldados cujos corpos não tinham sido identificados. Em França, a ideia surgiu de Francis Simon e de Maurice Maunoury, como uma renovação de uma ideia anteriormente apresentada pelo príncipe Joinville depois da guerra de 1870. A decisão de inumar os restos mortais de um soldado não identificado morto no "Campo de Honra", no decurso da guerra, sob o Arco do Triunfo, em Paris, foi tomada pelo Parlamento em 1920.
Foram exumados oito corpos de soldados desconhecidos de diferentes sectores da frente de batalha, os quais foram transportados para a cidadela de Verdun. Aí foi feita a escolha pelo soldado Auguste Thin, soldado da guarda de honra, e filho de um combatente desaparecido em combate durante a Grande Guerra, no dia 10 de Novembro de 1920, às 15 horas, quando colocou um ramos de flores sobre um dos oito sarcófagos dos soldados desconhecidos que se encontravam em câmara ardente na cidadela de Verdun. O sarcófago escolhido foi no dia seguinte, 11 de Novembro, para o Arco do Triunfo, onde ficou em câmara ardente até ao dia 28 de Janeiro de 1921, dia em que foi inumado ao centro do Arco do Triunfo, virado para os Campos Eliseus. Assim a ideia de uma cerimónia para sepultar um soldado anónimo que encarnasse todos os não identificados, partiu dos franceses, seguidos pelos ingleses, italianos, portugueses e americanos.
Ainda durante o ano de 1921, a Itália, Portugal, a Bélgica e os Estados Unidos da América tomaram a decisão de honrar o seu "soldado desconhecido", como outros se seguiram em 1922, como a Grécia, a Checoslováquia, Jugoslávia e a Polónia.
Todas estas cerimónias foram protocolarmente muito similares à que foi executada a 10 e 11 de Novembro de 1920 em França. Partiu da escolha de um corpo anónimo proveniente o campo de batalha mítico para a nação, em França foi escolhido "Verdun", o qual foi transferido para a capital, Paris, num edifício profano e simbólico, em París - place Denfert Rochereau -, para uma vigília fúnebre, no dia 10 e noite de 10 para 11 de Novembro.
No dia seguinte, 11 de Novembro de manhã, à imagem de um enterro solene, os mutilados e uma família fictícia, uma viúva, uma mãe e um órfão, acompanharam o transporte do soldado desconhecido a som de tiros de canhão. O cortejo fúnebre terminou no local de repouso do soldado desconhecido, em Paris o Arco do Triunfo. A lápide tem escrito apenas "Ici repose un soldat français mort pour la France (1914-1918)"
Em Portugal, a 18 de Março de 1921 o Governo autorizou a transladação de dois Soldados Desconhecidos, um da França (Flandres) e outro da África (Moçambique), para o Panteão da Batalha. Foi, ainda, decidido que a cerimónia seria efectuada no dia 9 de Abril de 1921 e para tal decretou esse dia como feriado nacional. (Diário da Câmara dos Deputados, 41ª Sessão,18 de Março de 1921, p. 21)
Ainda em Março de 1921 o Governo português tratou, através do seu adido militar em Paris, da documentação necessária para a transladação do Soldado Desconhecido da França para Portugal. (PTA HM/DIV/1/36/29/11, de 1921/04/05). A 5 de Abril de 1921, por ordem do Senado da República (Diário do Senado da República, sessão 34ª, 5 de Abril de 1921, pp. 3-7.) foi aberto um crédito para o Ministério da Guerra fazer face às despesas das homenagens a serem prestadas aos Soldados Desconhecidos.
No dia 9 de Abril de 1921 foram conduzidos em cortejo desde Lisboa a Leiria, e no dia 10 de Abril de Leiria até o Mosteiro da Batalha, Templo da Pátria. Os dois Soldados Desconhecidos, vindos da Flandres e da África Portuguesa representando os gloriosos mortos das expedições enviadas aos referidos teatros de operações e simbolizando o sacrifício heróico do Povo Português. No momento da chegada os canhões troaram e o recolhimento foi profundo. Completou-se a suprema consagração.
A Pátria tinha uma "Dívida Sagrada" perante aqueles que tombaram em combate. Com absoluta justiça existe uma dívida nacional contraída com aqueles que pela Pátria se imolaram gloriosamente na ara do sacrifício. É de todos, a todos cumpre conhecê-la e saldá-la na quota parte do seu valor. Esquecer qualquer dívida é degradante, esquecer uma dívida de sangue é ingratidão levada ao aviltamento. (13)
(1)
O Soldado Desconhecido Vindo de França - 6 de Abril de 1921
O Soldado Desconhecido vindo da Flandres esteve primeiramente em câmara ardente no Quartel do Regimento francês n.º 129, no Havre.
Embarque do Soldado Desconhecido em França. Os restos mortais foram posteriormente transportados de França para Portugal no navio de transporte "Porto", que atracou em Lisboa no cais de Santos no dia 6 de Abril. Entre o cabo da Roca e o cais de Santos o "Porto" foi escoltado pelo Contratorpedeiro "NRP Guadiana". (14)
No cais de Santos esperava-o uma guarda de honra, com coroas e palmas, numa derradeira homenagem. O féretro do "Soldado Desconhecido" da França saiu do do navio "Porto" transportado à mão por seis soldados de infantaria. Junto com o "Soldado Desconhecido" da França regressaram três oficiais mortos em combate a 9 de Abril, o Capitão Serrão Machado, morto por uma granada, e o Tenente Vidal Pinheiro e o Alferes Carrazeda de Andrade, todos mortos por gazes tóxicos. Foram bravos combatentes que no campo de honra tombaram para não mais se erguerem2
O "Soldado Desconhecido" da França foi levado para o Arsenal da Marinha, para a casa da Balança, onde se juntou ao seu camarada de África e fica a aguardar pelo dia seguinte, data em que os dois soldados seriam transportados para o Palácio do Congresso, actual edifício do Parlamento em São Bento. À cerimónia estava presente o Presidente da República António José de Almeida, o Ministro da Guerra Álvaro de Castro e outros representantes do Governo e do Parlamento. A Igreja encontrava-se representada ao mais alto nível pelo Bispo de Beja e Chefe do Corpo de Capelães no front D. José do Patrocínio Dias. Foram acompanhados pela Banda da Marinha que tocou a "Maria da Fonte" e por uma salva de 21 tiros dos navios de guerra que se encontravam fundeados no Tejo. (11)
O Soldado Desconhecido Vindo de África - 6 de Abril de 1921
A 30 de Março de 1921, às 5 horas e 45 minutos da tarde, levantou voo um hidroavião da baía do Funchal para ir ao encontro do navio de transporte inglês "Briton", que trazia a urna contendo os restos mortais do Soldado Desconhecido de Moçambique.
Ainda, no dia 30 de Março de 1921 desembarcaram no cais da Pontinha, na Ilha da Madeira, pouco depois das 8 horas da noite, os despojos mortais do Soldado Desconhecido, que caíra, dando a vida pela pátria, nas plagas longínquas da África Oriental (Moçambique), na luta contra os alemães. A urna contendo os despojos, que tinha vindo no navio de transporte inglês "Briton", da Union Castle Mail, passou a noite no Posto de Desinfecção Marítima, sendo conduzida no dia imediato, pela 1 hora da tarde, para os Paços do Concelho, onde ficou depositada até o dia 3 de Abril, data em que embarcou para bordo do cruzador "República", encarregado de transportá-lo para Lisboa.
Tanto por ocasião da vinda da urna para os Paços do Concelho, onde ficou em câmara ardente, como da retirada dela para o cais, a fim de embarcar, formaram-se luzidos e imponentes cortejos, tendo-se juntado no dia 1 de Abril as autoridades civis e militares, o corpo consular, alguns oficiais ingleses, representantes das diferentes escolas e agremiações, contingentes das forças militares da guarnição do Funchal, etc. etc..
Foram aparatosas as manifestações que se realizaram nesta cidade de 1 a 3 de Abril de 1921, para glorificar o modesto soldado. O General Norton de Matos, Alto Comissário da República em Angola, que estava de passagem no Funchal, no dia 3 de Abril de 1921, a bordo do "Moçambique", desembarcou e encorporou no cortejo do Soldado Desconhecido.(ELUCIDÁRIO MADEIRENSE - VOLUME II, 821)
No dia 6 de Abril chegou a Lisboa o Soldado Desconhecido de África a bordo do cruzador "República". No mesmo dia chegou o herói de África, Capitão Sebastião Roby morto em combate, no navio de transporte "Zaire", que acompanhou desde o Funchal o cruzador "República". O "Zaire" parou ao largo, tendo o Capitão Roby sido transportado a bordo da lancha "Voador" até ao Arsenal da Marinha.
O "Soldado Desconhecido" de África ficou a aguardar no Arsenal da Marinha, na casa da Balança, durante a noite e no dia seguinte, 7 de Abril, foi transportado, junto com o seu Irmão para o Palácio do Congresso.
Os Soldados Desconhecidos em Câmara Ardente no Palácio do Congresso - 7 a 9 de Abril de 1921
No dia 7 de Abril os "Soldados Desconhecidos" foram conduzidos do edifício do Arsenal da Marinha em cortejo até ao Palácio do Congresso, seguindo o itinerário: Rua do Arsenal, Rua do Ouro, Rossio, Avenida da Liberdade, Rua Alexandre Herculano, Praça do Brasil (actualmente Largo do Rato), Rua de são Bento, Largo das Cortes.(9)
Das janelas da Estação do Rossio o Presidente da República e delegações estrangeiras assistiram ao desfile.
A população de Lisboa demorou-se junto à Estação do Rossio e do Hotel Avenida-Palace, à entrada da Praça dos Restauradores, para glorificar o Marechal Joffre, que escutou as ovações à janela do Hotel.
Chegada dos armões conduzindo os féretros, a 7 de Abril de 1921, com "o Morto glorioso de África e do Mar e o bravo Combatente da Flandres". Dentro do Palácio do Congresso foram conduzidos ao átrio, onde ficaram até partirem de Lisboa, no dia 9 de Abril , para o Mosteiro da Batalha.(10)
Os ataúdes dos "Soldados Desconhecidos" foram velados pelas forças de mar e de terra.
No dia 8 de Abril de 1921, na sessão do Congresso foi efectuada uma homenagem aos Soldados Desconhecidos. (Diário da Câmara dos Deputados, 44ª sessão, 8 de Abril de 1921, pp. 4-49.)
As Comitivas Estrangeiras
Quando em 1921 Portugal realizou, com extraordinária pompa, a inumação dos seus soldados desconhecidos, o da Europa e o da África, no Mosteiro da Batalha, a França enviou-nos como representante o Marechal Joffre, a Itália o Marechal Diaz e da Grã-bretanha o General Smith Dorien, ao tempo governador de Gibraltar. Coube ao General Ferreira Martins, então ainda Coronel, o dever de acompanhar o Marechal Joffre desde que ele entrou em Portugal pela fronteira da Valência de Alcântara até ao seu regresso a França4.
A Missão Italiana
Em Valência de Alcântara uma comissão de oficiais portugueses foram receber a missão italiana e os oficiais espanhóis que os acompanharam até à fronteira portuguesa. A passagem da missão italiana por terras de Espanha teve algumas dificuldades burocráticas para a atravessar, devido à morosidade para a obtenção das licenças necessárias, por se tratarem de militares armados. A Missão chegou a Lisboa através da estação do Rossio, onde foram recebidos pela população que os esperava e os aclamou.
O Generalíssimo Diaz (Marechal) foi homenageado pelo Presidente da República António José de Almeida e o Generalíssimo Diaz condecorou as bandeiras portugueses3.
A Missão Francesa
O Presidente da República António José de Almeida condecorou o Marechal Joffre na recepção da Missão francesa. No Tejo chegou o cruzador francês "Jeanne d'Arc".
A Missão Inglesa
Representada pelo General Smith Dorrien. No Tejo chegou o cruzador inglês "Cleópatra".
A Missão Americana
Representada pelo Contra-almirante Hughes da esquadra americana. A delegação chegada a Lisboa pela estação do Rossio. No Tejo chegou o cruzador americano USS "Olympia".
Em 1921 o contra-almirante Charles Frederick Hughes era comandante do 2º Esquadrão de Cruzadores de batalha da Frota do Atlântico.
A Missão Espanhola
Representada pelo Almirante Pedro Zofia. No Tejo deu entrada o cruzador espanhol "D. Affonso XIII",
O Cortejo de Consagração dos Soldados Desconhecidos no dia 9 de Abril de 1921 - Lisboa
Ressurgindo dos escombros, a Paz trouxe consigo senão a tranquilidade aos que a guerra dilacerou mais profundamente mais profundamente, pelo menos uma hora de gratidão a cada povo. Eternamente gloriosos, os que não voltaram como os sobreviveram prestando homenagem no mesmo culto, em que o Valor os uniu (Bertha Leite, Abril 1921).
No dia 9 de Abril, dia comemorativo do heroísmo de Portugal perante o ataque alemão, os "Soldados Desconhecidos" foram trasladados da câmara ardente em que se encontravam no edifício do Parlamento para a Basílica da Estrela, onde se efectuou uma cerimónia solene de exéquias fúnebres. O dia 9 de Abril de 1921 foi um dia da consagração e de união de todos os portugueses.
Assistiram às exéquias fúnebres o Chefe de Estado, as delegações estrangeiras da Itália, França, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Espanha, e altas dignidade civis e militares. A missa foi celebrada pelo Cónego Anaquim, pregação pelo Arcebispo de Évora D.Manuel Mendes da Conceição Santos e a absolvição pelo Bispo de Beja D.José do Patrocínio dias. Existiu um verdadeiro esforço de cooperação entre o Ministro da Guerra Álvaro de Castro e o Bispo de Beja D. José do Patrocínio Dias, para que as homenagens fossem verdadeiramente patrióticas e dignas dos soldados tombados em combate.(12)
Terminada a cerimónia religiosa o cortejo seguiu da Basílica da Estrela para a Calçada da Estrela, Av. Presidente Wilson (actual D. Carlos I), 24 de Julho, Cais do Sodré, Rua do Arsenal, Rua Augusta seguindo para a Estação do Rossio, onde embarcaram para Leiria.
Na maior comoção, o enorme cortejo que acompanhou os gloriosos despojos dos "Soldados Desconhecidos", atravessou Lisboa por entre uma multidão, que era compacta e que assim não negou o seu concurso às derradeiras homenagens aos mortos que simbolizaram a Pátria na guerra. A alma da Pátria, liberta das mil pequenas contingências da miséria diária, entrou na História levando consigo os poucos despojos dos Heróis sem nome.
Junto à fachada principal da Estação do Rossio, decorada com morteiros, sacos de terra e uma caravela, as missões estrangeiras receberam os féretros postadas em continência à chegada do cortejo.
De seguida os despojos dos Soldados Desconhecidos partiram da Estação do Rossio de comboio para Leiria.
Foram organizados três comboios para levar os que quisessem acompanhar e assistir às cerimónias na Batalha.
O Cortejo de Consagração dos Soldados Desconhecidos no dia 9 de Abril de 1921 - Leiria
Terminadas as soleníssimas exéquias em Lisboa os restos mortais dos Heróis foram conduzidos de combóio para Leiria. Daqui seguiram em cortejo para o mosteiro de Nossa Senhora das Vitórias, a Batalha. Foi imponentíssima a jornada da Batalha, um acontecimento histórico digno de registo.
Partiram de Leiria os ataúdes que seguiram em cortejo rodeados pelas bandeiras e contingentes das missões estrangeiras até ao Mosteiro da Batalha.
A população e a guarda de honra a esperaram a chegada dos "Soldados Desconhecidos", junto à entrada do Mosteiro.
A entrada das 90 bandeiras desfraldadas no Mosteiro da Batalha, após a entrada dos ataúdes dos "Soldados Desconhecidos".
Durante a entrada no Mosteiro da Batalha os canhões troaram e o recolhimento foi profundo. Completou-se a suprema consagração.
Sala do Capítulo no Mosteiro de Santa Maria Vitória - Batalha, onde repousam os Soldados Desconhecidos.
As fotos oficiais foram tiradas por Arnaldo Garcez fotografo oficial do CEP, que regressou a Portugal em 1921, ainda a tempo de acompanhar as cerimónias de transladação do Soldado Desconhecido. Arnaldo Garcez continuou a acompanhar fotograficamente a actividade do exército, tendo feito ainda parte da Comissão dos Padrões de Guerra.
Repare-se no pormenor do canto inferior direito da foto, onde se vê que inicialmente, em 1921, a laje tumular foi colocada paralelamente à parede em que actualmente (2011) se encontra o "Cristo das Trincheiras", virada para a entrada da sala capitula.
Em 1958, em preparação para a recepção do "Cristo das Trincheiras", a laje tumular foi recolocada na posição perpendicular com a cabeceira virada para a parede, posição que actualmente mantém.
O Bispo de Leiria, o Marechal Joffre, o Presidente da República António José de Almeida, o General Smith Dorrien e outros oficiais estrangeiros no Mosteiro da Batalha, no Claustro central, junto ao túmulo dos Soldado Desconhecidos da Grande Guerra.
O abandono em que se encontravam os túmulos dos Soldados Desconhecidos na Batalha. 24 de Maio de 1922
Foi ressalvado que quase diariamente aparecia nos jornais registos sobre o abandono em que se encontrava votado pelos Poderes Públicos os Soldados Desconhecidos no Monumento da Batalha, hoje Templo da Pátria. O abandono efectivamente representava uma vergonha para o País e principalmente para o Exército.
O Parlamento deliberou informar o Ministro da Guerra para que tomasse medidas para evitar o facto vexatório em que o país se encontrava, perante esta situação e que era observada pelos estrangeiros e as delegações de países estrangeiros que vinham visitar a Batalha e encontravam os Soldados Desconhecidos completamente ao abandono. Para resolver esta situação foi votada, no Parlamento, uma verba suficiente para completar de forma condigna a homenagem aos Soldados Desconhecidos, que são o símbolo da heroicidade da raça lusitana nos campos da Europa, África, no ar e no mar, durante a Grande Guerra.
Em 1922 existia alguma polémica sobre a localização do Túmulo dos Soldados Desconhecidos, porque para muita gente era impossível chegar ao Mosteiro da Batalha, o que contrariava de alguma forma o culto que deveria existir a esses mortos, uma vez que se pensava construir um monumento em Lisboa e seria uma boa oportunidade para os transladar para a Capital. (Diário da Câmara dos Deputados, 51ª sessão, 24 de Maio de 1922, pp. 27-29)
A Inauguração do Lampadário no dia 9 de Abril de 1924 - Batalha
Foi na presidência de António José de Almeida que foi efectuada a transladação dos restos mortais dos nossos soldados, mortos em França e na África, cerimónia que teve um significativo valor patriótico e desde 9 de Abril de 1921 o Túmulo do Soldado Desconhecido no Mosteiro da Batalha passou a ter sempre uma guarda de honra e uma vela acesa como sinal do respeito perene pelos que caíram no cumprimento do dever.
A ideia de uma "Chama da Memória" foi apresentada pelo jornalista Gabriel Boissy, em 1923, em sintonia com a opinião pública, que pedia mais conforto moral pelos familiares perdidos na guerra. Foi o Ministro da Guerra André Maginot que acendeu a "Chama da Memória", a qual já mais se apagou, mesmo durante a ocupação alemã, na 2ª Guerra Mundial. A "Chama da Memória" foi concebida como uma cerimónia perpétua.
O monumento ao Soldado Desconhecido da Sala do Capítulo no Mosteiro de Santa Maria Vitória, na Batalha só recebeu o Lampadário no dia 7 de Abril de 1924. O Lampadário ou "Chama da Pátria", para o Túmulo do Soldado Desconhecido, foi uma obra do mestre Lourenço Chaves de Almeida. A inauguração solene do Lampadário e o acender da Chama da Pátria deu-se no dia 9 de Abril de 1924, dia em que se completavam 6 anos da Batalha de La Lys 5. O Lampadário foi criado em ferro forjado, ornamentada com figuras representando soldados de todos os tempos, e a sua chama sempre acesa é produzida com uma torcida embebida em azeite. Foi oferecido pela 5ª Divisão Militar, de Coimbra.
Foi também no ano de 1924, antes da cerimónia de 9 de Abril, que as ossadas foram tumuladas. Na laje da campa rasa do Soldado Desconhecido estão escritos os seguintes dizeres: "Portugal eterno nos mares, nos continentes e nas raças, ao seu Soldado Desconhecido morto pela Pátria".6
Na jornada do 9 de Abril de 1924, "(...) Precisamente no momento do silêncio, o Sr. Ministro da Guerra, o Sr. Américo Olavo, acenderá, na Batalha, junto do túmulo dos Soldados Desconhecidos o «Lampadário da Pátria», devendo fazer uso da palavra nessa impressionante celebração, o general Sr. Simas Machado, comandante da 5ª Divisão militar, os representantes oficiais das Ligas de Combatentes e da Comissão de Padrões e, por último, o Sr. Ministro da Guerra. (CAMPOS, Mário, "A jornada gloriosa do 9 de Abril", in O Século, n.º 15 140, de 9 de Abril de 1924, p. 5.)
A Entronização do Cristo das Trincheiras no dia 9 de Abril de 1958 - Batalha
No sector português da Flandres, que ficava entre as localidades de Lacouture e Neuve-Chapelle, encontrava-se um artístico cruzeiro que dominava a paisagem da planície envolvente. Durante os meses de campanha esse Cristo pregado no seu madeiro ali esteve à chuva e ao vento, a atrair os olhares dos soldados portugueses. No dia 9 de Abril de 1918, sobre aquela planície caiu uma tempestade de fogo de artilharia, durante horas a fio, que a metralhou, a incendiou e a revolveu. Era a ofensiva da Primavera de 1918 do exército alemão. A povoação de Neuve-Chapelle quase desapareceu do mapa, de tão transformada em escombro. A área ficou juncada de cadáveres e entre estes jaziam 7.500 portugueses da 2ª Divisão do CEP mortos ou agonizantes. No final da luta apenas o Cristo se mantinha de pé, mas também mutilado. A batalha decepou-lhe as pernas, o braço direito e uma bala varou-lhe o peito.
Este Cristo ficou no seu cruzeiro durante quarenta anos erguido no mesmo local, até que em 1958 o Governo Português mostrou o desejo possuir aquele Cristo mutilado ao Governo Francês. Tornara-se um símbolo da Fé e do Patriotismo nacional e passou a ser conhecido como o "Cristo das Trincheiras".
A imagem chegou a Lisboa de avião, a 4 de Abril de 1958, uma Sexta-feira Santa. Ficou em exposição e veneração na capela do edifício da Escola do Exército até 8 de Abril, quando foi conduzida para o Mosteiro da Batalha e colocada, a 9 de Abril à cabeceira do túmulo do Soldado Desconhecido, na sala do Capítulo.
A imagem foi acompanhada desde França por uma delegação de portugueses antigo combatentes da Grande Guerra, que residiam em França, e por uma delegação de deputados franceses, chefiada pelo Coronel Louis Christians. As cerimónias foram apoteóticas e milhares de portugueses desfilaram perante a imagem em Lisboa.
No dia 8 de Abril a imagem foi transportada num carro militar para a Batalha, sem qualquer cerimonial especial, e aí ficou exposta na sala do refeitório do mosteiro para no dia seguinte, 9 de Abril, se efectuar a entrega oficial. No dia 9 de Abril, pelas 11 horas, começaram a concentrar-se junto ao Mosteiro da Batalha numerosas entidades civis e militares, entre elas os Embaixadores de Portugal em França e de França em Portugal, os Adidos Militares da França, da Bélgica e dos Estados Unidos, as altas patentes portuguesas do Exército, Marinha e da Força Aérea. Ao meio-dia iniciou-se as cerimónias com a chegada do Coronel Louis Christian (França) e o Ministro da Defesa de Portugal Coronel Santos Costa. A guarda de honra foi prestado por um Batalão do Regimento de Infantaria N.º 7, Leiria. O andor que transportou o "Cristo das Trincheiras" entre a sala do refeitório e a sala do Capítulo esteve ao cuidado de representantes da Liga dos Combatentes da Grande Guerra.
O "Cristo das Trincheiras" foi então deposto sobre um pequeno plinto adamascado à cabeceira do túmulo do "Soldado Desconhecido". Terminada as orações o Adido Militar Francês, Coronel Revault d'Allonnes, conferiu aos dois "Soldados Desconhecidos" duas Cruzes de Guerra, as quais foram depositadas sobre a campa rasa.
A fanfarra do Regimento de Infantaria n.º 19, Chaves, tocou a silêncio no final da cerimónia, enquanto uma Bateria de Artilharia do Regimento de Artilharia Ligeira de Leiria, salvava com 19 tiros. (8)
A Evocação dos Soldados Desconhecidos
Ano de 1932
O Poeta Ruderico, antigo combatente da Grande Guerra, publicou em 1932, "Hoste Lusitana, Epopeia das Armas Portuguesas na Flandres", onde publicou um poema dedicado ao Soldado Desconhecido. O nome Ruderico é o pseudónimo e o seu verdadeira nome ainda não me é conhecido.
Ao Soldado Desconhecido
Meu bravo camarada: Aqui Te canto
Neste livro de Dor e de Verdade.
Recebe-o como preito sacrossanto
À ignorada e franca Heroicidade.
Ninguém sabe quem És. E no entanto,
Todos Te vêm trazer uma Saudade!
Quem me dera jazer num triste canto
Da Tua campa, humilde e sem vaidade!
Não que Te inveje a glória! Não, descansa!
Pois que na Grande Guerra achaste a morte,
Mereces o respeito mais profundo!
O que me pesa e dói, o que me cansa,
É não ter partilhado de igual sorte...
_ Já que vivo, ando morto pelo mundo!
Ano de 1934
O Poeta Ménici Malheiro publicou em 1934 uma colectânea de poesias político-sociais e amorosas, correspondente à sua criação entre os anos de 1912 e 1927, intitulada "Entre Milhafres". Nesta editou um poema inspirado no Soldado Desconhecido, com uma dedicatória de saudade aos capitães Alberto da Silva Matos, Alfredo Pereira da Costa e Ambrósio Sampaio.
Ao Soldado Desconhecido
"Duice et decorium est pro patria mori"
Tombaste, meu Irmão! tombaste heroicamente
Em holocausto à Pátria augusta e idolatrada;
Por certo que a pensar naquela pobre gente
Que deixaste ao partir em lágrimas banhada!...
Que a Paz seja contigo e a quantos com nobreza,
No fragor da batalha, em África ou em França,
Tombaram por amor da terra Portuguesa
Gritando ao seu Pendão um verbo de Esperança!...
Mostraste claramente ao mundo velho e novo
Que o sangue de Camões, Cabral, Dias e Gama,
Jamais se extinguirá das veias deste Povo,
Tão grande, como herói, sublime em Glória e Fama!
Morreste p´ra viver perpetuamente em nós
Que bem-diremos sempre Àqueles que souberam
Honrar condignamente as cinzas dos Avós
De que a História nos diz os feitos que tiveram...7
Ano de 1955
Diário de Lisboa, 15 de Agosto de 1955, n.º 11744
(...) A consagração dos Soldados Desconhecidos, o de África e o da França, afirmaria externamente o esforço militar da Nação; torná-lo-ia presente, consagrava-o. Internamente, refazia a unidade nacional que o tornara possível. Necessário, porém, revesti-la de prestígio: que as representações vindas a Portugal fossem de invulgar categoria; a elas associar a própria Espanha, a vizinha peninsular com quem as relações nem sempre tinham sido, nesses anos conturbados, amigáveis. Que, na consagração, toda a Nação colaborasse.
(...) Veio o Marechal Joffre ; veio o Marechal Diaz; vieram grandes esquadras, contingentes militares de todos os vencedores; e algumas, como a italiana de admirável significado histórico. Veio a representação espanhola. Consagração externa do esforço militar português.
(...) O Cardeal-patriarca entre o Presidente da República e o presidente do Ministério, seguia a pé, nas ruas de Lisboa, os dois ataúdes que continham os restos dos Soldados Desconhecidos – o de África e o da França – a caminho da Batalha.
(...) Entre as alas compactas do povo português, as bandeiras militares de todas as nações aliadas, associadas, ou simplesmente amigas (algumas de renovada amizade), os contingentes das forças que se bateram e alcançaram a vitória – era de facto, a consagração da unidade nacional.
Ano de 1976
Poema homenageado pela Liga dos Combatentes, entregue em cerimónia solene no Mosteiro da Batalha para ser colocado sobre o Túmulo do Soldado Desconhecido. Poema de Oliveira San-Bento entregue na “Impressionante cerimónia no Mosteiro da Batalha na 55ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido”;(Jornal “Diário dos Açores” – Ponta Delgada – 23 de Abril de 1991, págs. 1 e 2, sob o título “Impressionante cerimónia no Mosteiro da Batalha na 55ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido”;
AO SOLDADO DESCONHECIDO
Sobre o seu ataúde na Batalha.
Já não dormes aqui, - ressuscitaste!
És a Nova Bandeira; és o Troféu,
Às alturas do sol, erguido ao céu,
Para guiar a Raça que salvaste!
O sangue, puro e bom, que derramaste
Lavou a mancha negra do labéu
De medo e de traição, que se escondeu,
Enquanto, heróico e forte, batalhaste!
Águias, descei, descei, andai de rastros…
Iluminai-lhe o ataúde, ó astros,
Vinde beijar-lhe, humildes, a mortalha…
Que este é irmão daqueles que caíram
No chão de Aljubarrota e ressurgiram
Na pedra rendilhada da Batalha!
O soneto “Ao Soldado Desconhecido” foi publicado pela primeira vez em 1921e não em “O Clamor das Sombras”. Está hoje gravado em relevo, em letras metálicas, e depositado no Mosteiro da Batalha, no respectivo Museu. (Informação prestada por João San-Bento Pontes, neto do Poeta, em 14/01/2011)
A verdadeira história do Soldado Desconhecido de França
Notas
1 - Século Ilustrado (1921) n.º 787
2- Século Ilustrado (1921) n.º 788
3 - Século Ilustrado (1921), n.º 791
4- Martins(1968), pp. 21-22.
5 - Almeida(2007), pp. 18-19.
6 - Guião de visita ao Mosteiro da Batalha, p.12.
7 -Malheiro(1934), p. 45.
8 - Serpa(1959), pp.180-194.
9 - Serpa(1959), p.372
10 - Século Ilustrado (1921), n.º 791
11 - Serpa(1959), p. 372.
12 - Serpa(1959), p.377.
13- Serpa(1959), p.369.
14 - Mendes(1989), p.35
Link
O FARAO NEGRO
No ano 730 a.c., um homem chamado Piye chegou à conclusão de que a única maneira de salvar o Egito de si mesmo era invadi-lo. E muito sangue iria correr antes de chegar o momento da redenção. “Preparem as melhores montarias de seus estábulos”, ordenou ele a seus comandantes. A magnífica civilização que construíra as grandes pirâmides havia perdido o rumo, destroçada por medíocres chefes guerreiros.
Durante duas décadas, Piye estivera à frente do próprio reino na Núbia, um trecho da África situado quase todo no atual Sudão. Mas ele também se via como o verdadeiro Senhor do Egito, o legítimo herdeiro das tradições espirituais mantidas por faraós, como Ramsés II e Tutmés III. Como Piye provavelmente jamais colocara de fato os pés no Baixo Egito, houve quem não levasse a sério suas reivindicações. Agora, contudo, Piye iria testemunhar com os próprios olhos a submissão do Egito decadente.
Suas tropas seguiram para o norte, navegando pelo rio Nilo. E desembarcaram em Tebas, capital do Alto Egito. Convencido de que havia uma maneira apropriada de travar guerras santas, Piye ordenou aos soldados que, antes do combate, se purificassem com um banho no Nilo, vestissem panos de qualidade e aspergissem sobre o corpo a água do templo em Karnak, um local santo para Amon, o deus solar com cabeça de carneiro, considerado por Piye como a sua divindade pessoal. Assim consagrados, o comandante e suas tropas passaram a enfrentar todos os exércitos que cruzavam pelo caminho.
No fim de uma campanha de um ano, todos os chefes guerreiros do Egito haviam capitulado – incluindo Tefnakht, o líder do delta, que enviou uma mensagem a Piye: “Seja clemente! Não posso contemplar o teu semblante nos dias de vergonha nem me erguer diante de tua chama, pois temo a tua grandeza”. Em troca da própria vida, os derrotados conclamaram Piye a adorar em seus templos, a ficar com suas jóias mais refulgentes e a apoderar-se de seus bons cavalos.
O conquistador não se fez de rogado. E então, diante de seus vassalos que tremiam de medo, o recém-sagrado Senhor das Duas Terras fez algo extraordinário: após embarcar seu exército e seu butim, içou velas rumo ao sul, navegou de volta para casa, na Núbia, e jamais voltou ao Egito.
Em 715 a.C., quando Piye morreu, encerrando um reinado de 35 anos, seus súditos atenderam a seu desejo e o enterraram em uma pirâmide de estilo egípcio, juntamente com quatro de seus amados cavalos. Piye foi o primeiro faraó a ser sepultado dessa maneira em mais de 500 anos. É uma pena, portanto, que nada do semblante literal desse grande núbio tenha sobrevivido. As imagens de Piye nos elaborados blocos de granito, conhecidos como estelas, e que registram sua conquista do Egito, há muito foram apagadas. Em um relevo no templo da capital núbia de Napata, restaram apenas as pernas de Piye. Só temos certeza de um único detalhe físico do faraó: a cor de sua pele, que era negra.
Piye foi o primeiro dos chamados “faraós negros” – uma série de soberanos núbios que reinaram sobre todo o Egito durante três quartos de século, constituindo a 25a dinastia. Graças a inscrições entalhadas em estelas tanto pelos núbios como por seus inimigos, podemos ter idéia da imensa área do continente controlada por esses governantes. Os faraós negros reunificaram um Egito fragmentado e marcaram sua paisagem com monumentos gloriosos, criando um império que se estendia desde a divisa meridional na atual Cartum, seguindo na direção norte, até o Mediterrâneo. Eram poderosos o bastante para enfrentar os sanguinolentos assírios, e talvez com isso tenham salvo a cidade de Jerusalém.
Nas últimas quatro décadas, os arqueólogos começaram a recuperar a história desse reino – e a aceitar que os faraós negros não tinham caído do céu. Em vez disso, haviam surgido de uma robusta civilização africana que florescera nas margens meridionais do Nilo durante 2,5 mil anos, remontando à primeira dinastia egípcia.
domingo, 4 de novembro de 2012
GERONIMO O CHEFE DOS APACHES
a Cavalaria americana perseguia um famoso chefe apache chamado Gerônimo perto do forte Sill, no estado de Oklahoma. Ao se ver encurralado na borda de uma ribanceira, o guerreiro, em vez de se render, tomou impulso e saltou, montado em seu cavalo. Na queda, antes de afundar no pequeno rio que passava lá embaixo, o índio gritou seu nome com toda a força: "Gerônimooooooooo!". O mais incrível é que ele e o cavalo se recuperaram da queda e escaparam a galope. Apesar da fuga fantástica, Gerônimo seria capturado pouco tempo depois e morreria na prisão em 1909. Trinta anos depois, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), seu grito foi adotado nos saltos dos pára-quedistas da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército americano, que estavam prestes a embarcar para a Europa. "Tudo indica que a tradição nasceu depois que os pára-quedistas assistiram, no campo de treinamento na Carolina do Norte, a um filme sobre a vida do chefe apache", afirma o etimologista Cláudio Moreno, colunista de Mundo Estranho. Nas décadas seguintes, os faroestes americanos se encarregaram de espalhar o costume pelo resto do mundo. Hoje, a palavra deixou o ambiente militar e tem uso bem mais amplo. Por isso, é comum as pessoas gritarem "Gerônimo!" como aviso de que algo está caindo
sábado, 3 de novembro de 2012
O POETA DO POVO
PENSAMENTO DO ELEITOR
Anesio Silva o poeta do povo
MACACO CHAMOU O TIGRE
PRA FAZER UMA PALESTRA
REUNIU A BICHARADA
LA NO MEIO DA FLORESTA
ERA O TIGRE CANDIDATO
AO GOVERNO DA NAÇAO
COMEÇOU O SEU DISCURSO
PROMETENDO AO POVAO
PROTEÇAO PRA TODO MUNDO
PRA NINGUEM SE PREOCUPAR
SAUDE ESCOLA E TRABALHO
E UMA CASA PRA MORAR
ERA O OUTROADIVERSARIO
CANDIDATO A REELEIÇAO
REUNIDOS NO PLENARIO
LA ESTAVA O REI LEAO
DISCUTINDO O SEU PROJETO
JUNTO AO SEU PESSOAL
PRA VENÇER SEU DESAFETO
NUM DISCURSO SEM IGUAL
MAS COMO ENCONTRAR PALAVRAS
ALGO MAIS A PROMETER
SE O QUE TODOS PRECISAVAM
ELE NUNCA QUIZ FAZER
SAUDE ESCOLA E TRABALHO
MORADIA E SEGURANÇA
PROMETEU A TODO MUNDO
QUE TINHA A ESPERANÇA
MAIS O POVO DA FLORESTA
FACILMENTE SE ESQUECIA
DAS PALAVRAS DAS PROMESSAS
QUE OS GOVERNANTE FAZIAM
COMEÇOU TUDO DE NOVO
PARA ENGANAR O POVO
GENTE QUE NAO SE CANÇAVA
DE SER FEITO DE BOBO
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
UMA PARCERIA IMPORTANTE
MINHA GENTE,AGORA O NOSSO BLOG TERA A PARTICIPAÇAO DO JORNAL ''DIARIO DO VALE''
PRINCIPALMENTE COM NOTICIAS DO ESPORTE E TAMBEM DO COTIDIANO.
Assinar:
Comentários (Atom)